Profissões no futuro

Estou convicto de que, cada vez menos irá pesar no futuro dos jovens, a decisão antecipada a respeito de suas profissões.

Dedicar tempo, dinheiro e esforços em profissões que – dentro de pouco tempo – estarão extintas, é uma questão que MERECE REFLEXÃO. Eu sei, essa é uma das maiores dificuldades dos jovens:  refletir. Tudo ‘deve’ ser imediato.  Mas, hoje – e pensando em seus próprios futuros – é vital, parar um pouco e pensar sobre isso.

Infelizmente, o jovem não considera tais riscos. Quer curtir a praia, as baladas, o momento presente. Todavia, o futuro do emprego (para não dizer, do trabalho), é tenebroso. Cada vez menos trabalho, para o ser humano, e mais espaço mara os robos.

Sempre lembro que, nenhuma empresa paga salários, mas, compra seu trabalho. Os excessos de exigências de direitos trabalhistas, levou muitas indústrias a se diluirem, em vez de se concentrar, formando clusters – o que, em tese, facilitaria as produções. Assim foi con a indústria automobilística. Modernizar-se, também possibilitou a fuga dessa situação, embora tenha provocado uma drástica redução nos empregos.

A máquina substituindo mão-de-obra humana

Da medicina às demais indústrias, os robos estão substituindo mão-de-obra humana. Nos escritórios de Contabilidade, de Direito, a Inteligência Artificial (com o Watson da IBM, por exemplo), estão e estarão cada vez mais, substituindo o ser humano. Claro, não é a profissão que estará desaparecendo, mas as atividades repetitivas relacionadas a ela. Uma automatização de muitas atividades rotineiras. (veja o estudo citado no vídeo, OSBORNE, M., bem como um video interessante, comentando sobre a polêmica causada a respeito de algumas reportagens falando da extinção de profissões)

O instrumento revolucionário e salvador: salve-se, se quiser!

Mas, há salvação: a criatividade e o conhecimento, são insubstituíveis. Nesse caso, as profissões relacionadas a esses fatores (como o Marketing, claro), parecem estar longe dos riscos contundentes dos desempregos.  No mínimo, lhe possibilitará raciocinar e buscar saídas, uma vez que tenha conhecimentos e jogo de cintura.

Então, como garantir que, se você optou ou quer optar por uma profissão, ela – e você – estejam livres dos fatores de risco (como da obsolescência da profissão)?

Quanto mais conhecimento e capacidade de raciocínio você tiver, maiores serão suas chances. Estudar, assimilar culturas, ampliar horizontes, ler, ler, ler.

Aqui está o melhor recurso para garantir seu futuro. A revolucionária saída para garantir sobrevivência. (clique)

Erros conceituais: efeito manada no Marketing

Com a socialização da mídia (não ‘das mídias’, pois, seria como falarmos ‘das imprensas’, em vez de ‘da imprensa’), todos, absolutamente, todos, podem gerar conteúdos.

A qualidade desses conteúdos, ah, aí reside o problema. Se é democrática, é livre, é para todos. Para os que estão preparados e, claro, para os que mal sabem escrever – e como eles(as) se manifestam. Com erros dos mais crassos (aliás, Crasso, foi um dos personagens da história romana, que, por volta do ano 59 a.C. dividiu o poder local), tudo pode, nas diversas plataformas que possibilitam – e permitem – acessos e inserções de conteúdos.

Aí, começa o efeito manada: um termo – ou vários termos e conceitos – que, inserido por alguém nem tão corretamente esclarecido, mas, que soa bem aos ouvidos dos incautos, acaba sendo viralizado e, assim, popularizado, por uma turma que não questiona (possivelmente por desconhecimento), mas, acha fácil assimilar o conceito.

Marketing digital (eca!)

Claro que poderíamos citar vários exemplos. Mas, vamos restringir, se não, isso virará um textão.

Sempre tive asco pelo termo ‘marketing digital’. Por quê? Simples: compreenda o que, efetivamente, é Marketing, reflita, e conclua. Como o Marketing pode ser digital, se é estratégia. As ferramentas, as plataformas, os demais recursos, enfim, que possibilitam e facilitam a realização de tarefas relacionadas ao Marketing, isso sim, pode ser digital. Mas o Marketing é estratégia. Não é digital, nem analógico, nem sublime, ou outra conotação equivocada.

Seria como – são outros equívocos – considerar Marketing como sendo Comunicação, Vendas, Publicidade, Propaganda, etc, etc. Baboseira de incautos e desconhecedores.

Claro que o Marketing não pode prescindir de nenhuma dessas áresa/atividades, nem do digital, do analógico, do sublime, do psicológico, do antropológico, etc, etc.

Meu nível de resistência, levou-me, num determinado momento de necessidade de conhecer mais sobre as plataformas digitais, a buscar literatura sobre o assunto.

Deparei-me com um livro de uma autora, sobre a qual já havia obtido boas referências. Comprei o livro, com o nariz torcido, comecei a ler e… tchan, thcan, thcan, tchan GRATA SURPRESA. Voltei a ler o título (que levou-me a torcer o nariz – por equívoco MEU ), com calma, e vi que havia cometido um erro. A autora tinha tido o cuidado de, aproveitando o efeito manada, destacar termos mais chamativos, mas, construir o título corretamente (GABRIEL, M. Marketing  na era digital – conceitos plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2010).

No Capítulo 4, item O digital e o marketing, ela cita:

Normalmente, o termo marketing digital é usado como sendo o  marketing que  estratégias com algum componente digital no marketing mix – produto, preço, praça ou promoção. No entanto essa não é adequada por dois motivos. […]

Dessa forma, só há sentido em falar em marketing digital se todas as tecnologias e plataformas usadas nas ações forem digitais. Ainda assim, o termo marketing digital não é totalmente adequado nem nesse caso, pois o digital tende a permear todas as plataformas futuras, tornando-se tão transparente quanto a eletricidade é hoje para nós. Ninguém mais alardeia ou destaca o quanto a eletricidade é importante ou as maravilhas que ela faz, simplesmente poque ela está por detrás de quase tudo o que é feito atualmente. (GABRIEL, 2010, p. 104-105) (nosso negrito).

Então, certamente, passei a ler o texto do livro com muito mais vontade e confiante. Aliás, recomendo-o fortemente.

É uma luta inglória – essa de tentar corrigir a popularização incorreta de determinados conceitos – mas, é a missão do educador, do professor, do pesquisador.

Só para aproveitarmos esse espaço, deixo dois pedidos: 1) reconsiderem o uso incorreto de ‘mídias sociais’ e de ‘marketing social’. Sobre o primeiro termo, já comentei aqui. Sobre esse segundo conceito, segue um link para um artigo muito interessante. Clique e leia Marketing Social e Marketing SocietalMarketing Social e Marketing Societal.

A história do futuro, num país com cultura paralisada no tempo

Assisti a um dos episódios da série de 10 programas, encabeçados por Miriam Leitão, na Globo News (lá vem os Reis do Mi mi mi, reclamar da Globo). Confesso, já tive antipatia por ela. Um dia, assisti sua palestra, a convite da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), lá no Auditório do HC. Mudei totalmente, meu ponto de vista. Ela conhece, realmente, muito e é uma simpatia. Bem, a série baseia-se no seu livro, HISTÓRIA DO FUTURO. Estou correndo à livraria.

É comovente ver o que foi, está e será feito para que esse contrastante país sobreviva. É texto pronto, mas, não fosse a cultura da corrupção e do levar vantagem sobre o outro – além do desrespeito pelo outro – teríamos como superar e alcançar grande destaque no cenário econômico mundial.

As cenas mostram um país com desenvolvimento e aplicações de tecnologias, admiráveis. De Santa Catarina ao Nordeste. De carros elétricos (e ônibus), ao uso intenso de energias fotovoltaica e eólica.

Aí, começa a causar reflexões (ou decepções, ou preocupações em querer contribuir para a mudança necessária).

Vemos várias tomadas de cena, mostrando as potencialidades dessas fontes de energia. Impressionante, ver como o Brasil já tem vários campos de implantação de energia eólica e fotovoltaica (um orgulho).

Mas, quais são as melhores alternativas. Tudo deve ser referenciado. Einstein já dizia: tudo é relativo. Portanto, temos que lidar com os fatores, ou com as forças que influenciam o ambiente. Cada situação, é uma situação.

Vale confessar que, não sou engenheiro, nem agrônomo, nem geólogo, minha formação é em Administração de Empresas e Comunicação Social (doutorado). Mas, logo mais explico melhor minha ‘intervenção’ em searas alheias.

Em que pese a necessidade de encontrar soluções para, por exemplo, a questão das secas – o que causa deficiências na produção de energia a partir das águas armazenadas em represas, outras opções começam a ser buscadas. E elas existem: energia nuclear, termoelétricas, eólicas, fotovoltaicas etc.

Tecnologias disponíveis, recursos (financeiros e matérias-primas, principalmente), são fundamentais, para servirem como os tais “referenciais”, já citados. Na Alemanha (sempre citada nesses casos), o uso de energia nuclear, embora com domínio de tecnologia, já é questionado. Questões ambientais, estão pesando e fazendo a cabeça do povo alemão.

As duas opções, tidas como melhores, pois, estão praticamente isentas de produção de populição, são: eólica e fotovoltaica. Para uma, é preciso ter vento. Para a outra, é preciso haver incidência de luz solar. Dizem os especialistas que, no Brasil, até os ventos ocorrem na direção certa (pena que os corruptos atrapalhem tanto). É preciso haver incidência constante e com manutenção da direção da força. É o nosso caso. Luz solar, dispensamos comentários.

BINGO: temos esses dois fatores, em abundância, aqui. Para aproveitar esse trecho do artigo, É PRECISO LEMBRAR NOSSO ATRASO: CORRUPÇÃO E JEITINHO BRASILEIRO.

Certamente a energia eólica tem aplicações vantajosas em muitos aspectos. Porém, entendo (daí, isso é questionável), que um problema permaneça: a necessidade de cabos para distribuição para regiões onde não haja produção – como acontece com a energia das hidrelétricas.

No caso da energia fotovoltaica, aí sim, somos campeões. Explicando: estou falando da incidência da luz solar, necessária para a produção da energia fotovoltaica, que deve ser coletada por painéis. Ai vem a questão dos fatores: temos alta incidência e o custo para distribuição, é praticamente nulo.

A energia fotovoltaica, produzida a partir dos painéis coletores de luz solar, dispensa os cabos de distribuição de energia. Acabam-se com aquelas cenas (e melhor, acabam-se com os custos), de longas linhas de distribuição, postes para todos os lados. Cada telhado é uma usina, em potencial.

Eu sei, os cíticos dirão: “ah, mas o custo de instalação desse equipamento é alto”. Aí é que os corruptos – melhor dizendo – os responsáveis pela política em geral, entram (começa o problema). Temos ainda, o lobby das empresas que produzem energia distribuídas por cabos. Mas, um programa de financiamento, tornaria isso uma barreira superável. As vantagens são muitas – precisaria de um outro artigo, aqui, para falar obre isso.

Na Alemanha, onde a incidência de luz solar é, cerca de 5 vezes menor que a nossa, o uso intenso dessa fonte, é muito maior que aqui. Parece a Lei de Pareto invertida.

Mas, o que levou-me a escrever esse artigo: numa cena, mostrando a introdução dos usos dessas energias (eólica e fotovoltaica) no nosso querido Nordeste, lá no Sertão, a gente vê o povo sendo beneficiado com a tecnologia, mas, vivendo de uma maneira tão pobre que dá dó. Soluções quebra-galho para um monte de atividades, recursos de quinta categoria para instalações e usos dessas tecnologias, que dá dó.

Aí outra questão que me aflige: não basta levar a tecnologia como solução. É IMPRESCINDÍVEL EDUCAR O POVO. Orientar como usar esses recursos e como mudar de vida, faz\endo as coisas bem feitas. Princípios de higiene, de aproveitamento e produtividade da terra, e, tantas outras coisas que CONTRIBUIRIAM PARA O DESENVOLVIMENTO DA POPULAÇÃO, a partir das melhorias proporcionadas pelo uso das tecnologias.

Se NÓS, como povo, não mudarmos nossa maneira de ver o próximo, se não nos enxergarmos como uma NAÇÃO de todos para todos, não haverá tecnologia que nos ajudará.

Precisamos enterrar o jeitinho brasileiro. Precisamos nos transformar numa nação confiável. Para seu povo e para o mundo.

Nossas dificuldades (culturais, diga-se), são tão grandes que, nem no estado mais rico da nação, conseguimos desenvolver obras, verdadeiramente sociais. Vejamos o caso dos rios Pinheiros e Tietê. São esgotos superdimensionados (certamente pela natureza, ainda que alterada). Tivéssemos políticos sérios, voltados para necessidades da população, já teriam sido despoluídos. Como? Por exemplo tornando-os cais de navegação. ‘Simples’ assim (simples pela lógica). O próprio sistema de transporte – um quase-anel hidroviário por São Paulo – sustentaria os custos de manutenção e de despoluição.

Estive em Zaragoza, em outubro último. Lá, o Rio Ebro corta a cidade. Mais largo que o Tietê, mas com vida. Vê-se patos selvagens, em pleno centro onde corta a cidade. Esportistas treinando esportes aquáticos. Mas fiquei com uma inveja!!!

Mostrando mais coisas boas. Abaixo duas situações de Zaragoza:

1. O Rio Ebro, visto da torre da Catedral del Pilar e

2. Após cada dia de uma semana de comemorações das Fiestas del Pilar, a limpeza entra em cena. Lá as coisas funcionam, de maneira ‘acelerada’ de verdade.

 

 

 Aproveito para lembrar uma citação, atribuída a Eça de Queiroz: “políticos e fraldas, devem ser trocados com frequência. Pelas mesmas razões.”

Aulas dinâmicas

Onde podemos encontrar soluções para o dilema educacional?

Qual dilema? Concordo, há muitos: falta de uma política séria, verbas, excesso de corrupção… mi mi mi mi

Estou falando daquelas mais terrenas: falta de base, falta de vontade de ler e de estudar, excesso de desvio de atenção na sala de aula, etc.

Acho que, tomar por base a situação da Finlândia – padrão global de Educação – seja uma boa.

Para não estender demais o papo, vou logo na dica para DINAMIZAR AS AULAS de maneira excepcional.

Conheça o recurso que permite você (docente), criar as mais variadas possibilidades de aprendizado. Vale tudo. O limite está em você. Conheça o Seppo (videos, tutoriais e tudo o mais, no link).

Afff, Cesar!

Tem coisas que, aproveitando o guarda-chuva de uma marca, funcionam muito positivamente.

Por outro lado, debaixo desse guarda-chuva, podem pintar muitos inconvenientes. Para os menos avisados, e, certamente, ingênuos neófitos do mercado (será que compreenderão???), tudo parece muito normal.

Nascer no ambiente da tecnologia, tem lá seus inconvenientes. Sabe aquela estória que diz que para o eletricista, tudo se resolve com uma chave de fenda?

Então. É bem parecido.

Bem, deixa eu explicar logo, senão vira textão.

O Marketing tem uma força tão poderosa, que, muita coisa que NÃO SEJA MARKETING, como os recursos e as ferramentas às quais o Marketing recorre, acaba sendo considerado o Marketing. Com os recursos digitais, então, aff.

Modismos, neologismos, desconhecimento… seja lá o que for, o fato é que, Cesar não gostaria de ser confundido com Herodes.