Na empresa ou na escola? O que importa é mudar a visão. Então o certo é: na empresa E na escola.

O futuro incerto, provoca intensa necessidade de aprendizado contínuo e inovador. É necessário que os gestores mudem suas visões de mercado. Fazer mais do mesmo, não leva nenhuma empresa a ter diferenciais e ser competitiva. É preciso empatia.

DesignNegocios

Etapa 2 – Toscana e os etruscos. A razão dos ciprestes

A beleza cênica da Toscana é arrebatadora. Se você quer conhecer a Toscana – e dá preferência por falar e ser guiado em português, minha sugestão é procurar mais informações nesse blog. Sempre imaginei conhecer esse lugar, lembrando de cenas de filmes como ‘Cartas para Juliet’, ou, ‘Sob o sol da Toscana’, entre outros.

Para nosso roteiro, pedi que fosse incluída uma passagem pela capelinha típica, que é um ícone local. Aí está ela. Não é possibilitada a visita, pois, trata-se de uma propriedade privada. É reservada para eventos, como casamentos. Mas, como vemos, a beleza é ampla, e suficientemente curtida, ao longe. Se você quiser conhecer a Toscana, recomendo: procure a Diva (dpturismo1@gmail.com), a Alessandra da Vida Boa e o Emiliano, nosso guia, falando italiano e portugues. Ótimas referências para um perfeito passeio na Toscana.

 

 

Por quê, os ciprestes?

Os etruscos – povos que viveram na antiguidade – identificavam os caminhos para seus tesouros, usando os ciprestes. A região da Toscana, não só foi habitada pelos etruscos, como os grandes vinhos tiveram enorme influência deles. Nessa região, desenvolveu-se os famosos Chianti. Os chamados Chianti Clássico, são o supra-sumo da categoria. No castelo de Brolio, conhecemos a história medieval, da produção dos mais antigos chianti da Italia.

20180419_102114

 

 

Um terroir dos deuses: Avignonesi

Situada na região DOCG dos vinhos nobres da Toscana, essa vinícola – como outras que visitamos – opera com modelo biodinâmico,em sua produção.

Outro aprendizado: na Toscana, acentuadamente nessas regiões produtoras dos Chianti,  não é permitida a irrigação artificial. Percebam que, as touceiras de alecrim, aqui, fazem parte da paisagem dos jardins. O vinsanto – doce em exagero para meu paladar – foi ‘degustado’ apenas com o tocar dos lábios no nectar. Seu preço 110 euros a garrafa de cerca de 350 ml, proibia deleites.  O consumo do vinsanto, é popular, acompanhado do cantuccini, um biscoito típico local. Muito fácil de ser feito. Uma das delícias que aprendi, nessa viagem.

To beef, or not to beef

Esse é o território de Dario Cecchini, em Panzano:  a mais famosa bisteca fiorentina, da Itália. A bistecaria – pequena para tantos turistas que se apertam – contém grupos alegres. Degustações de todos os tipos, tem início no andar térreo. Daí, subimos para o recinto do braseiro e das mesas grandes, onde encontramos um grupo de americanos. Claro que nós, os brasileiros, ditamos o tom da alegria: nossas músicas contagiavam os demais, que acabaram por brindar conosco. Isso chamou a atenção de Dario, que compartilhou conosco, o toque de sua corneta.

 

 

 

 

20180416_141818

Cusona: há mais de 1000 anos produzindo vinhos

Não é palavrão. É a região – nem tão grande assim. Mas, os vinhos, maravilhosos. Também de produção orgânica.

20180418_103016

 

 

San Gimignano: fomos conhecer, e provar, os melhores sorvetes do mundo.

Inclusive, provar uma dica do amigo Humberto (Vecchio Cappelletti): o sorvete de gorgonzola. Após a expectativa, a surpresa; uma delícia. Tive que comprovar.  Olha só a fila para entrar na pequena sorveteria, nessa impressionante cidadela medieval.

 

 

 

 

Em Montalcino, claro o cinghialli

Numa típica osteria, provar o pappardelli al cinghialli. Esse javali é uma iguaria típica da região. Ao mesmo tempo que fornece caça, tem representado um problema para a vitivinicultura: não come, mas, arranca as raízes das vinhas. Uma raça importada de outros países europeus, reproduz 6 crias ao ano, enquanto a raça autóctone, apenas uma. Daí a liberação para a caça. A carne é magra e muito saborosa. Eu só queria provar o cinghalli, em todos os lugares.

Em Montepulciano, encontramos uma cantina (Cattavecchi), muito simpática, cujos proprietários formam um casal de brasileira (bahiana) e italiano. O filho, vive meio ano na Chapada Diamantina – onde tem um retiro espiritual – e meio ano na Toscana. Oh, vida dura..20180418_131126

20180419_130738

 

 

Gran finale

A Diva ‘presenteou-nos’, programando um roteiro que culminasse com uma última pernoite no Releis Santa Helena, na Tenuta Gardini, em Bibbona. Olhe só, a suavidade das colinas – cobertas de cevada, trigo e outras gramíneas que, além de alimento, tem a função de manter os volumes de nitrogênio no solo. Fiquei olhando para ver se aparecia algum teletube, ou alguém preparando uma página da Microsoft, para o Windows. Resolvi aproveitar o cenário e as fotos. O lugar é poético.

20180420_191901

 

 

 

20180420_204802

Erros conceituais: efeito manada no Marketing

Com a socialização da mídia (não ‘das mídias’, pois, seria como falarmos ‘das imprensas’, em vez de ‘da imprensa’), todos, absolutamente, todos, podem gerar conteúdos.

A qualidade desses conteúdos, ah, aí reside o problema. Se é democrática, é livre, é para todos. Para os que estão preparados e, claro, para os que mal sabem escrever – e como eles(as) se manifestam. Com erros dos mais crassos (aliás, Crasso, foi um dos personagens da história romana, que, por volta do ano 59 a.C. dividiu o poder local), tudo pode, nas diversas plataformas que possibilitam – e permitem – acessos e inserções de conteúdos.

Aí, começa o efeito manada: um termo – ou vários termos e conceitos – que, inserido por alguém nem tão corretamente esclarecido, mas, que soa bem aos ouvidos dos incautos, acaba sendo viralizado e, assim, popularizado, por uma turma que não questiona (possivelmente por desconhecimento), mas, acha fácil assimilar o conceito.

Marketing digital (eca!)

Claro que poderíamos citar vários exemplos. Mas, vamos restringir, se não, isso virará um textão.

Sempre tive asco pelo termo ‘marketing digital’. Por quê? Simples: compreenda o que, efetivamente, é Marketing, reflita, e conclua. Como o Marketing pode ser digital, se é estratégia. As ferramentas, as plataformas, os demais recursos, enfim, que possibilitam e facilitam a realização de tarefas relacionadas ao Marketing, isso sim, pode ser digital. Mas o Marketing é estratégia. Não é digital, nem analógico, nem sublime, ou outra conotação equivocada.

Seria como – são outros equívocos – considerar Marketing como sendo Comunicação, Vendas, Publicidade, Propaganda, etc, etc. Baboseira de incautos e desconhecedores.

Claro que o Marketing não pode prescindir de nenhuma dessas áresa/atividades, nem do digital, do analógico, do sublime, do psicológico, do antropológico, etc, etc.

Meu nível de resistência, levou-me, num determinado momento de necessidade de conhecer mais sobre as plataformas digitais, a buscar literatura sobre o assunto.

Deparei-me com um livro de uma autora, sobre a qual já havia obtido boas referências. Comprei o livro, com o nariz torcido, comecei a ler e… tchan, thcan, thcan, tchan GRATA SURPRESA. Voltei a ler o título (que levou-me a torcer o nariz – por equívoco MEU ), com calma, e vi que havia cometido um erro. A autora tinha tido o cuidado de, aproveitando o efeito manada, destacar termos mais chamativos, mas, construir o título corretamente (GABRIEL, M. Marketing  na era digital – conceitos plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2010).

No Capítulo 4, item O digital e o marketing, ela cita:

Normalmente, o termo marketing digital é usado como sendo o  marketing que  estratégias com algum componente digital no marketing mix – produto, preço, praça ou promoção. No entanto essa não é adequada por dois motivos. […]

Dessa forma, só há sentido em falar em marketing digital se todas as tecnologias e plataformas usadas nas ações forem digitais. Ainda assim, o termo marketing digital não é totalmente adequado nem nesse caso, pois o digital tende a permear todas as plataformas futuras, tornando-se tão transparente quanto a eletricidade é hoje para nós. Ninguém mais alardeia ou destaca o quanto a eletricidade é importante ou as maravilhas que ela faz, simplesmente poque ela está por detrás de quase tudo o que é feito atualmente. (GABRIEL, 2010, p. 104-105) (nosso negrito).

Então, certamente, passei a ler o texto do livro com muito mais vontade e confiante. Aliás, recomendo-o fortemente.

É uma luta inglória – essa de tentar corrigir a popularização incorreta de determinados conceitos – mas, é a missão do educador, do professor, do pesquisador.

Só para aproveitarmos esse espaço, deixo dois pedidos: 1) reconsiderem o uso incorreto de ‘mídias sociais’ e de ‘marketing social’. Sobre o primeiro termo, já comentei aqui. Sobre esse segundo conceito, segue um link para um artigo muito interessante. Clique e leia Marketing Social e Marketing SocietalMarketing Social e Marketing Societal.

A história do futuro, num país com cultura paralisada no tempo

Assisti a um dos episódios da série de 10 programas, encabeçados por Miriam Leitão, na Globo News (lá vem os Reis do Mi mi mi, reclamar da Globo). Confesso, já tive antipatia por ela. Um dia, assisti sua palestra, a convite da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), lá no Auditório do HC. Mudei totalmente, meu ponto de vista. Ela conhece, realmente, muito e é uma simpatia. Bem, a série baseia-se no seu livro, HISTÓRIA DO FUTURO. Estou correndo à livraria.

É comovente ver o que foi, está e será feito para que esse contrastante país sobreviva. É texto pronto, mas, não fosse a cultura da corrupção e do levar vantagem sobre o outro – além do desrespeito pelo outro – teríamos como superar e alcançar grande destaque no cenário econômico mundial.

As cenas mostram um país com desenvolvimento e aplicações de tecnologias, admiráveis. De Santa Catarina ao Nordeste. De carros elétricos (e ônibus), ao uso intenso de energias fotovoltaica e eólica.

Aí, começa a causar reflexões (ou decepções, ou preocupações em querer contribuir para a mudança necessária).

Vemos várias tomadas de cena, mostrando as potencialidades dessas fontes de energia. Impressionante, ver como o Brasil já tem vários campos de implantação de energia eólica e fotovoltaica (um orgulho).

Mas, quais são as melhores alternativas. Tudo deve ser referenciado. Einstein já dizia: tudo é relativo. Portanto, temos que lidar com os fatores, ou com as forças que influenciam o ambiente. Cada situação, é uma situação.

Vale confessar que, não sou engenheiro, nem agrônomo, nem geólogo, minha formação é em Administração de Empresas e Comunicação Social (doutorado). Mas, logo mais explico melhor minha ‘intervenção’ em searas alheias.

Em que pese a necessidade de encontrar soluções para, por exemplo, a questão das secas – o que causa deficiências na produção de energia a partir das águas armazenadas em represas, outras opções começam a ser buscadas. E elas existem: energia nuclear, termoelétricas, eólicas, fotovoltaicas etc.

Tecnologias disponíveis, recursos (financeiros e matérias-primas, principalmente), são fundamentais, para servirem como os tais “referenciais”, já citados. Na Alemanha (sempre citada nesses casos), o uso de energia nuclear, embora com domínio de tecnologia, já é questionado. Questões ambientais, estão pesando e fazendo a cabeça do povo alemão.

As duas opções, tidas como melhores, pois, estão praticamente isentas de produção de populição, são: eólica e fotovoltaica. Para uma, é preciso ter vento. Para a outra, é preciso haver incidência de luz solar. Dizem os especialistas que, no Brasil, até os ventos ocorrem na direção certa (pena que os corruptos atrapalhem tanto). É preciso haver incidência constante e com manutenção da direção da força. É o nosso caso. Luz solar, dispensamos comentários.

BINGO: temos esses dois fatores, em abundância, aqui. Para aproveitar esse trecho do artigo, É PRECISO LEMBRAR NOSSO ATRASO: CORRUPÇÃO E JEITINHO BRASILEIRO.

Certamente a energia eólica tem aplicações vantajosas em muitos aspectos. Porém, entendo (daí, isso é questionável), que um problema permaneça: a necessidade de cabos para distribuição para regiões onde não haja produção – como acontece com a energia das hidrelétricas.

No caso da energia fotovoltaica, aí sim, somos campeões. Explicando: estou falando da incidência da luz solar, necessária para a produção da energia fotovoltaica, que deve ser coletada por painéis. Ai vem a questão dos fatores: temos alta incidência e o custo para distribuição, é praticamente nulo.

A energia fotovoltaica, produzida a partir dos painéis coletores de luz solar, dispensa os cabos de distribuição de energia. Acabam-se com aquelas cenas (e melhor, acabam-se com os custos), de longas linhas de distribuição, postes para todos os lados. Cada telhado é uma usina, em potencial.

Eu sei, os cíticos dirão: “ah, mas o custo de instalação desse equipamento é alto”. Aí é que os corruptos – melhor dizendo – os responsáveis pela política em geral, entram (começa o problema). Temos ainda, o lobby das empresas que produzem energia distribuídas por cabos. Mas, um programa de financiamento, tornaria isso uma barreira superável. As vantagens são muitas – precisaria de um outro artigo, aqui, para falar obre isso.

Na Alemanha, onde a incidência de luz solar é, cerca de 5 vezes menor que a nossa, o uso intenso dessa fonte, é muito maior que aqui. Parece a Lei de Pareto invertida.

Mas, o que levou-me a escrever esse artigo: numa cena, mostrando a introdução dos usos dessas energias (eólica e fotovoltaica) no nosso querido Nordeste, lá no Sertão, a gente vê o povo sendo beneficiado com a tecnologia, mas, vivendo de uma maneira tão pobre que dá dó. Soluções quebra-galho para um monte de atividades, recursos de quinta categoria para instalações e usos dessas tecnologias, que dá dó.

Aí outra questão que me aflige: não basta levar a tecnologia como solução. É IMPRESCINDÍVEL EDUCAR O POVO. Orientar como usar esses recursos e como mudar de vida, faz\endo as coisas bem feitas. Princípios de higiene, de aproveitamento e produtividade da terra, e, tantas outras coisas que CONTRIBUIRIAM PARA O DESENVOLVIMENTO DA POPULAÇÃO, a partir das melhorias proporcionadas pelo uso das tecnologias.

Se NÓS, como povo, não mudarmos nossa maneira de ver o próximo, se não nos enxergarmos como uma NAÇÃO de todos para todos, não haverá tecnologia que nos ajudará.

Precisamos enterrar o jeitinho brasileiro. Precisamos nos transformar numa nação confiável. Para seu povo e para o mundo.

Nossas dificuldades (culturais, diga-se), são tão grandes que, nem no estado mais rico da nação, conseguimos desenvolver obras, verdadeiramente sociais. Vejamos o caso dos rios Pinheiros e Tietê. São esgotos superdimensionados (certamente pela natureza, ainda que alterada). Tivéssemos políticos sérios, voltados para necessidades da população, já teriam sido despoluídos. Como? Por exemplo tornando-os cais de navegação. ‘Simples’ assim (simples pela lógica). O próprio sistema de transporte – um quase-anel hidroviário por São Paulo – sustentaria os custos de manutenção e de despoluição.

Estive em Zaragoza, em outubro último. Lá, o Rio Ebro corta a cidade. Mais largo que o Tietê, mas com vida. Vê-se patos selvagens, em pleno centro onde corta a cidade. Esportistas treinando esportes aquáticos. Mas fiquei com uma inveja!!!

Mostrando mais coisas boas. Abaixo duas situações de Zaragoza:

1. O Rio Ebro, visto da torre da Catedral del Pilar e

2. Após cada dia de uma semana de comemorações das Fiestas del Pilar, a limpeza entra em cena. Lá as coisas funcionam, de maneira ‘acelerada’ de verdade.

 

 

 Aproveito para lembrar uma citação, atribuída a Eça de Queiroz: “políticos e fraldas, devem ser trocados com frequência. Pelas mesmas razões.”

Aulas dinâmicas

Onde podemos encontrar soluções para o dilema educacional?

Qual dilema? Concordo, há muitos: falta de uma política séria, verbas, excesso de corrupção… mi mi mi mi

Estou falando daquelas mais terrenas: falta de base, falta de vontade de ler e de estudar, excesso de desvio de atenção na sala de aula, etc.

Acho que, tomar por base a situação da Finlândia – padrão global de Educação – seja uma boa.

Para não estender demais o papo, vou logo na dica para DINAMIZAR AS AULAS de maneira excepcional.

Conheça o recurso que permite você (docente), criar as mais variadas possibilidades de aprendizado. Vale tudo. O limite está em você. Conheça o Seppo (videos, tutoriais e tudo o mais, no link).

Design Thinking para Educadores

Nos dias 10 e 11 de novembro/2017, das 9h às 18h, no campus  Vergueiro da Universidade Metodista. Uma parceria com o Instituto Educadigital.

Já tive a oportunidade de participar dessa formação, em março desse ano. Foi sensacional, pois, além das trocas com os demais presentes, a ampliação da visão, contemplando oportunidades de vivência do aprendizado, muito me ajudaram.

É preciso que saiamos de nossas zonas de conforto. Que compreendamos que, mais que ensinar, é preciso ter a preocupação com o aprendizado. Durante a Jornada do Herói, podemos compartilhar práticas que nos ajudarão a superar barreiras e abrir horizontes.

Você educa? Você lida com pessoas? Então, venha compartilhar conosco. O grupo não será grande. As vagas, realmente, são limitadas.

Como participar: acesse Design Thinking para Educadores e faça sua inscrição. (espero que ainda haja vagas).