Semântica da crise

De um lado, população: desemprego em massa. Atingindo a absurda taxa de 13% (superando os 15% no Rio de Janeiro).

De outro lado: micro, pequenos, médios e grandes empresários com deficit de preenchimento de vagas.

Como assim? E a tal crise de emprego?

Ela realmente existe. A questão focal, está na causa. Ou, melhor, numa delas. Afinal, além das questões econômicas – que tiveram várias outras origens – há uma questão que representa a real dificuldade do preenchimento das vagas disponíveis: COMPETÊNCIAS e HABILIDADES.

Vich!

Tem muita gente procurando ‘emprego’, mas, não ‘trabalho’.

Entram na empresa e já querem saber das férias, quando será o aumento de salário, quantos dias levará para assumir a gerência – ou a diretoria, melhor ainda. Só se esquecem de dar resultados.

Estudar? Ler? ‘Perder’ um fim-de-semana estudando, fazendo um trabalho da facul? Que que é isso? Isso não é vida. Imagina ter que ler um texto com mais de dois parágrafos. Um absurdo. Essa escola tinha que ser processada.

O imediatismo (afinal tudo pode ser resolvido com um apertar de botão, não é assim?),  leva a imaginar que não se deva investir esforços para um preparo e um (urghh) amadurecimento do aprendizado.

Gente: empresa nenhuma paga salários, ou dá emprego. Ela compra seu trabalho. Seu trabalho é seu seu serviço, seu produto. Se ele é bom, a empresa compra. Se não é bom, ou é desnecessário, deixa de compra-lo.

Em algum lugar, li algo, que pelo que me lembro, foi dito por Bill Gates. E é verdade. Há muita gente revoltada, cheia de direitos, esbravejando contra isso ou aquilo. Reivindicando cota pra isso e pra aquilo. BG, então disse: antes de sair querendo consertar o mundo, reflita: você já arrumou sua cama, seu quarto, hoje?