XXVI Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2018 e  Wine South America — SBAV-SP

A SBAV-SP está organizando, entre os dias 27 a 30 de setembro, um tour para a XXVI Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 201 e a Wine South America e também visita e degustação por duas outras vinícolas da Serra Gaúcha. O pacote inclui – Passagem Aérea ida e volta com taxa de embarque: Gol (São Paulo – CGH / Porto Alegre – Salgado…

via  XXVI Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2018 e  Wine South America  — SBAV-SP

Como a experiência pode ser estratégica

 

post2

O grande problema, no mundo dos negócios, é que, em tempos de crises, as mentes ficam menos sensíveis às oportunidades.

É interessante lembrar que, se, da palavra CRISE, extrairmos o ‘S’, ficamos com CRIE. Então, ser criativo é  – também – buscar alternativas para manter-se em movimento, ativo, e, por que não, com ânimo.

Construir um ambiente positivo, pode incluir vários fatores. O compartilhamento pode significar a criação de uma esfera propícia.

É inegável a importância do vinho, como um agregador social. Certamente, questões éticas estão envolvidas. Mas, para os que insistem em ver o copo meio vazio, em vez de meio cheio, lembro que, se há algum problema, ele não está no vinho, nas nas cabeças. Aí, cada cabeça é uma sentença.

O que você pensa a respeito? Vamos criar oportunidades?

VINIGMA: scape room para apreciadores de vinhos.

A onda dos scape rooms, agora invade o mundo dos apreciadores de vinhos: VINIGMA . Lançado na Espanha (tomara que alguma importadora o traga em breve, para o Brasil), o jogo é contido nas embalagens, na garrafa, no  próprio vinho. Para jogos de empresas, para degustações, o vinho passa a ter ainda mais atrativos para tornar a bebida (na verdade um alimento), mais social. As empresas, aliás, podem otimizar bastante seus relacionamentos e seus negócios, tornando o vinho um componente das experiências de seus stakeholders.  Os autores do jogo, são grandes e experientes profissionais (Ivan Tapia, Xevi Victori e Narcis Lupon). Acesse o link e saiba mais.

Que #adega comprar?

Recentemente, um grande amigo trouxe-me essa pergunta. Após algumas considerações, pudemos concluir por um modelo ideal para seu ambiente.

Nos períodos atuais, acontecem alguns fenômenos estranhos: certamente estamos no período mais apropriado para consumo de vinhos (tintos principalmente), qual seja o do início de inverno.

Portanto, é normal a procura por uma bebida mais social, convidativa e que una as pessoas. Isso é o vinho.

Entretanto, é no frio que menos precisamos de um dispositivo para resfriar a bebida. Sem que – com isso – esteja afirmando que não seja necessário, o resfriamento maior. Certamente isso é muito importante e, vamos além: faz-se necessário um descanso, da bebida, antes de abri-la. Esse repouso em temperaturas baixas/medias, é fundamental.

Acontece que, apesar desse estranho contrastes comportamental, o maior interesse ela bebida, leva as pessoas a buscar mais informações e recursos que envolvam o tema. Um maior interesse pelo vinho, leva a um maior aprofundamento sobre as coisas que o envolvem. Por isso, há inclusive, uma maior procura por adegas, justamente durante o inverno.

Por isso, resolvi, não reinventando a roda, trazer um link de uma ótima publicação sobre esse tema. Vale a pena. Há muita orientação boa, para você que queira, ou está pensando em, saber mais sobre adegas para vinhos: #Revista Adega. Boa leitura.

Quando vamos mudar?

Decisões, sobre decisões, e continuamos errando. Temos o desrespeito em nosso DNA. A falta de preocupação com o próximo, é uma realidade. E não adianta alegar que ‘somos um  povo jovem’. Os E.U.A. tem a mesma idade da nossa.

Se não aprendermos com as últimas duras lições de vida (greve de caminhoneiros, questões econômicas, corrupção política, problemas ma Saúde etc), não haverá mais chance para nós.

Outro exemplo: a escolha sobre nosso modelo de transporte. Apostamos errado. Em vez de um modal múltiplo, centralizamos, ou melhor, apostamos, no transporte rodoviário. Poluente, custoso e ineficiente, além de todos o riscos que pode apresentar em transportes de cargas perigosas.

Nem considero que haja um modelo único. Não é isso. A questão é de ter opções, quando elas forem necessárias.

Transportes ferroviários em larga escala, para cargas e passageiros, por exemplo. Em São Paulo, temos os Rios Tietê e Pinheiros, que formam um verdadeiro anel, no entorno da cidade. Por quê, não desassorear e tornar esse canal, navegável?

Vemos que, ainda hoje, a opção para projetos de transporte de massa, recai sobre transportes do tipo BRT – que surgiu como importante solução, nos projetos de Curitiba. O problema é que está sendo proposto como uma panacéia. lembro-me que, há muito tempo, alegaram que os bondes atrapalhavam a circulação de veículos. Por isso, deveriam ser aniquilados. Isso foi feito. Hoje temos cidades de primeiro mundo, nas quais os VLT são verdadeiros atrativos urbanos. Não poluem, tem custo de implantação mais alto, sim. Mas, a relação custo x benefício, pende para o vantajoso.

Nossa engenharia, certamente, é mais capaz. Capaz de NÃO FAZER porcarias como as juntas de dilatação do tampão do Tamanduateí: aberrações urbanas.

VLT em Zaragoza, Espanha (Tranvia), nas duas primeiras fotos. Na última foto, Trem AVE, de alta velocidade, que sai de Madri e vai para a França, passando por Zaragoza e Barcelona. Transportes limpos, seguros, não-poluentes…

Quer (boas) opções?

Conhecer e aprender. Em minha opinião, é o que há de melhor na vida. Por isso, esse é o lema do meu blog.

Sempre com nosso grupo da SBAV-SP, fomos conhecer a Pousada Famiglia Barthô, em Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo. A região está sendo chamada de “A Toscana brasileira”. Acho que é muita pretensão, mas, se isso ajudar a desenvolver o local, está valendo.

Entendo que, a principal razão para isso, esteja no fato de que, a região esteja despontando sua vocação para produção de (bons) vinhos. Despontando, pois, até então, os vinhos já produzidos por lá, não apresentavam níveis adequados. Atualmente, há muita coisa boa (e outras nem tanto, ainda), Há muito boas opções, como os produzidos em Itobi (Verrone), em Andradas (Mosconi), Três Corações (Estrada Real) e, claro em Pinhal, a  Guaspari. Embora ainda sejam poucas, essas opções representam muito bem, o esforço de bons produtores. A cidade que, é importante produtora e exportadora de café, tem uma produção vinícola de fazer inveja.

Destaque deve ser dado – SEMPRE – ao trabalho dos presquisadores da EMAPIG, que desenvolveram uma técnica – essa sim brasileira – para solucionar o problema da colheita durante o verão, chuvoso: a poda invertida, ou de inverno. Com ela, a colheita é feita de maio a julho. Diferentemente do que, via de regra, acontece no hemisfério Sul, de março a abril.

Ainda na cidade de Pinhal, podemos recomendar a Trattoria Opção, como um local interessante para um almoço.20180531_19135320180601_163654

Como tudo é bom, na Toscana…

Aprendi a fazer, e não paro de repetir: cantucci. Oh, biscoitinho danado de gostoso. E fácil de fazer.  Vejam nas fotos, a fornada saindo.

Outras coisas boas de lá: esse Amarone. Fomos conhecer ótimas vinícolas. O berço dos Chianti, dos Brunellos premiados. Eu não tenho inclinações para os vinhos italianos – nem franceses. Mas, confesso, que aprendi a apreciar melhor essas delícias. Também, conhecendo o berço, é diferente.20180607_235506

Em Greve in Chianti, visitamos uma lojinhas e, além da camiseta, trouxe esse dispositivo que, agora, permite que eu fique com as mãos livres, sem perder minha taça. 20180530_100833

Etapa 2 – Toscana e os etruscos. A razão dos ciprestes

A beleza cênica da Toscana é arrebatadora. Se você quer conhecer a Toscana – e dá preferência por falar e ser guiado em português, minha sugestão é procurar mais informações nesse blog. Sempre imaginei conhecer esse lugar, lembrando de cenas de filmes como ‘Cartas para Juliet’, ou, ‘Sob o sol da Toscana’, entre outros.

Para nosso roteiro, pedi que fosse incluída uma passagem pela capelinha típica, que é um ícone local. Aí está ela. Não é possibilitada a visita, pois, trata-se de uma propriedade privada. É reservada para eventos, como casamentos. Mas, como vemos, a beleza é ampla, e suficientemente curtida, ao longe. Se você quiser conhecer a Toscana, recomendo: procure a Diva (dpturismo1@gmail.com), a Alessandra da Vida Boa e o Emiliano, nosso guia, falando italiano e portugues. Ótimas referências para um perfeito passeio na Toscana.

 

 

Por quê, os ciprestes?

Os etruscos – povos que viveram na antiguidade – identificavam os caminhos para seus tesouros, usando os ciprestes. A região da Toscana, não só foi habitada pelos etruscos, como os grandes vinhos tiveram enorme influência deles. Nessa região, desenvolveu-se os famosos Chianti. Os chamados Chianti Clássico, são o supra-sumo da categoria. No castelo de Brolio, conhecemos a história medieval, da produção dos mais antigos chianti da Italia.

20180419_102114

 

 

Um terroir dos deuses: Avignonesi

Situada na região DOCG dos vinhos nobres da Toscana, essa vinícola – como outras que visitamos – opera com modelo biodinâmico,em sua produção.

Outro aprendizado: na Toscana, acentuadamente nessas regiões produtoras dos Chianti,  não é permitida a irrigação artificial. Percebam que, as touceiras de alecrim, aqui, fazem parte da paisagem dos jardins. O vinsanto – doce em exagero para meu paladar – foi ‘degustado’ apenas com o tocar dos lábios no nectar. Seu preço 110 euros a garrafa de cerca de 350 ml, proibia deleites.  O consumo do vinsanto, é popular, acompanhado do cantuccini, um biscoito típico local. Muito fácil de ser feito. Uma das delícias que aprendi, nessa viagem.

To beef, or not to beef

Esse é o território de Dario Cecchini, em Panzano:  a mais famosa bisteca fiorentina, da Itália. A bistecaria – pequena para tantos turistas que se apertam – contém grupos alegres. Degustações de todos os tipos, tem início no andar térreo. Daí, subimos para o recinto do braseiro e das mesas grandes, onde encontramos um grupo de americanos. Claro que nós, os brasileiros, ditamos o tom da alegria: nossas músicas contagiavam os demais, que acabaram por brindar conosco. Isso chamou a atenção de Dario, que compartilhou conosco, o toque de sua corneta.

 

 

 

 

20180416_141818

Cusona: há mais de 1000 anos produzindo vinhos

Não é palavrão. É a região – nem tão grande assim. Mas, os vinhos, maravilhosos. Também de produção orgânica.

20180418_103016

 

 

San Gimignano: fomos conhecer, e provar, os melhores sorvetes do mundo.

Inclusive, provar uma dica do amigo Humberto (Vecchio Cappelletti): o sorvete de gorgonzola. Após a expectativa, a surpresa; uma delícia. Tive que comprovar.  Olha só a fila para entrar na pequena sorveteria, nessa impressionante cidadela medieval.

 

 

 

 

Em Montalcino, claro o cinghialli

Numa típica osteria, provar o pappardelli al cinghialli. Esse javali é uma iguaria típica da região. Ao mesmo tempo que fornece caça, tem representado um problema para a vitivinicultura: não come, mas, arranca as raízes das vinhas. Uma raça importada de outros países europeus, reproduz 6 crias ao ano, enquanto a raça autóctone, apenas uma. Daí a liberação para a caça. A carne é magra e muito saborosa. Eu só queria provar o cinghalli, em todos os lugares.

Em Montepulciano, encontramos uma cantina (Cattavecchi), muito simpática, cujos proprietários formam um casal de brasileira (bahiana) e italiano. O filho, vive meio ano na Chapada Diamantina – onde tem um retiro espiritual – e meio ano na Toscana. Oh, vida dura..20180418_131126

20180419_130738

 

 

Gran finale

A Diva ‘presenteou-nos’, programando um roteiro que culminasse com uma última pernoite no Releis Santa Helena, na Tenuta Gardini, em Bibbona. Olhe só, a suavidade das colinas – cobertas de cevada, trigo e outras gramíneas que, além de alimento, tem a função de manter os volumes de nitrogênio no solo. Fiquei olhando para ver se aparecia algum teletube, ou alguém preparando uma página da Microsoft, para o Windows. Resolvi aproveitar o cenário e as fotos. O lugar é poético.

20180420_191901

 

 

 

20180420_204802

Etapa 1: aprender e compartilhar, sempre – sob o sol da Toscana e com as tradições do Chianti

Mas, antes, as aventuras do tin-tin – com muitas emoções.

Antes da chegada ao nosso destino (Firenze), ainda haveria muitas emoções. Nossa conexão, em Frankfurt, com apenas 1h15′ de intervalo, certamente não aconteceu. Perdemos o vôo e, assim, tivemos que pernoitar ali. Hoteis do aeroporto, todos lotados. Chovia, os ânimos locais, estavam um tanto alterados, percebia-se.

Recomendação forte: jamais faça conexão com intervalo menor que 3h – principalmente de for em Frankfurt, um aeroporto descomunalmente grande.

Após a noitada na cidade alemã, acordamos e fomos para o aeroporto, novamente, fazendo os check in com destino a Firenze. Embarcamos e, descendo em Firenze, um dos casais amigos, acabou ficando sem uma das malas.

Bem, tínhamos que conhecer e aproveitar os primeiros dias dessa encantadora região. O Duomo, o Batistério, tudo encanta. Como tem gente, ufa! Vai tomar um café? Fique no balcão, se não, o preço na mesa, é outro.

O Duomo e o Batistério: antigamente, ninguém – que não fosse batizado – poderia entrar na igreja, portanto, deveria antes, ser batizado e, depois ter acesso. Daí, haver o batistério em frente à igreja.

20180414_171633

Num outro ponto da cidade, a Ponte Vecchia, local de intenso comércio de jóias20180414_193333

De perrenge em perrenge, conhecíamos a Toscana

Marcando com a agência de turismo, o local para saída à Pisa – a Estação de trens, em frente à farmácia. Espera, espera, corre daqui, corre dali, nada. Perdemos o passeio. Depois de tanta insistência do Cláudio –  um agenciador de turistas que fica na Estação – acabamos por contratar seus serviços, com uma van de 8 lugares. Eramos em 12, portanto, tivemos que alugar mais um carro.

Confesso que não confiei muito, inicialmente, nas ofertas do Cláudio, mas, enganei-me completamente. Ele é um excelente profissional. Muito solícito, educado e prestativo. Recuperou nosso passeio, com honras ao mérito.

Fomos  a Pisa, Lucca – a cidade amuralhada e a Pistoia.20180415_122753

A primeira vinícola: Villa Calcinaia, ótimos vinhos (Greti, Florença)

Produção totalmente orgânica. Iniciamos com ótimos petiscos e excelentes vinhos. Nos campos, os ciprestes davam o tom poético.

 

 

 

20180416_110158

Castelo di Brolio: berço do Chianti mais antigo da Itália.

Recebidos por uma guia do castelo, argentina – o que facilitou o entendimento da língua – percorremos pelo castelo secular, onde muitas batalhas foram travadas, envolvendo os povos de Florença e de Siena. Não me conformo de ter que trabalhar, diariamente, num cenário desses. Ser medieval não é fácil.

20180417_103933

Aos pés da colina – certamente o local estratégico para construção do Castelo di Brolio – fomos ao ‘sacrifício’: degustar os chianti mais antigos da Itália, antes do almoço. Depois da degustação, seguimos para o ótimo restaurante, onde experimentei um muffin de cenoura, ao môlho de gorgonzola, dos deuses.

 

 

 

20180417_132304

 

Paisagens, amizades, vinhos…tutto in un ambiente toscano

Assim, nosso grupo da SBAV – Associação Brasileira dos Amigos do Vinho (SP), esteve unido, mais uma vez, para celebrar nossas amizades.

Dessa vez, sob o sol da Toscana.

Da Terra da Arte, do Conhecimento, às belezas naturais e dos vinhos maravilhosos, como os Brunello di Montalcino, os Chianti, os Montepulciano. Florença, Siena, Pizza, Lucca… nos aguardem.