Cozinha espanhola

O legal é que os assuntos não dependam, necessariamente, de uma cronologia – embora fosse o ideal para alguns. Então, seguem algumas imagens da última viagem à Espanha, em outubro/2016. Queríamos arriscar a fazer um curso de culinária espanhola. Matriculamo-nos na Cooking Point, em Madri, e arriscamos. Lá chegando (tudo teria que ser pago antes), fomos informados que a aula seria dada em inglês. Caspita, ferrou. Numa concessão especial, o chefe disse que procuraria nos ajudar colocando ensinamentos em espanhol. Estavam compartilhando conosco 3 chinesas e um casal de ingleses.

 

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Obra prima espanhola: da Ribera del Duero, claro.

lContratando os serviços da Rutas del Vino, em Madri, fomos em 2012, satisfazer uma vontade de conhecer a Meca dos vinhos de alta qualidade (claro, está bem, é apenas mais uma das regiões dos grandes vinhos espanhóis, não a única): Ribera Del Duero. Mais especificamente, com as dicas da Cristina e tendo Jaime como guia, saímos com um automóvel, de Madri para Aranda deDuero. Ah, mas, vocês precisam conhecer a Espanha. É um deleite total. História pura. Gastronomia estimulante (cuidem-se). Bem, voltemos à Aranda. Cidade toda entremeada de túneis que ligam lojas, carnicerias, bares, de tudo. Aqueles barezinhos carregados de tapas, onde o espanhol sabe aproveitar a vida. No caminho uma curiosidade: o sistema de plantio das uvas. Lá chegando fomos a algumas bodegas, mas, quero destacar a Bodega Val Sotillo . O sistema de guarda das barricas, ainda no método tradicional, fica nas tais cavernas – ou túneis – conforme pode ser visto no vídeo, nas colinas, escavadas há mais de 200 anos. Depois das degustações, ganhamos uma garrafa e levamos de volta para Madri (Aranda fica ha mais ou menos, 120 km). Pedi um lanche (no bom sentido), ao provar o vinho que havia aberto em Aranda, precisei ficar de joelhos. Estava um nectar. Até hoje, tenho saudades desse maravilhoso vinho, ou nectar, que, infelizmente não era encaminhado ao Brasil.

Uruguay – 18 a 22/jan/2017

#localguides – Com um ótimo grupo de amigos da SBAV – Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, fomos guiados pelo Cristian Safie (Senderos del Tannat – Turismo), para conhecer excelentes bodegas. A uva tannat, tem representado toda a expressão da qualidade dos vinhos uruguaios, mas, há outras variedades que estão sendo muito bem trabalhadas.

Vamos apresentar um pouco daquilo que vimos e, claro, degustamos. A cidade de Montevidéo, surpreendeu. Muito ao contrário do que eu, particulamente, esperava, é muito bem cuidada. A principal região produtora dos vinhos uruguaios, está em Canelones, especificamente em Las Piedras e arredores.

ARTESANA – uma bodega, essencialmente, feminina, aos cuidados da Ana.20170119_110120

 

Tannat e zinfandel, são as principais apostas. Ótimos vinhos, degustados com uma excelente refeição e imprescindíveis companhias.

MARICHAL. Ótimos vinhos, produzidos e cuidados com muito carinho20170120_111238

BODEGAS PIZZORNO – vejam só: já visitamos inúmeras bodegas em vários países, como Brasil, Argentina, Chile, Portugal e Espanha. Em nenhuma delas, nunca, nos fizeram uma demonstração como essa, feita pelo Francisco, jovem da família Pizzorno, encarregado pela parte comercial. O uso desse aparelhinho (refratômetro), que mede o teor de açúcar da uva. Os vinhos dessa bodega, são premiadíssimos, excelentes mesmo. Em São Paulo, são distribuídos pela Gran Cru, com exclusividade.

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Onde encontrar qualidade, amizade e outras coisas ótimas

Alguns dos grandes diferenciais – daqueles que realmente valem a pena citar como diferenciais – incluem a experiência de uma ótima compra. Qualidade é essencial. Limpeza, higiene, são indiscutíveis. Aí partimos para os tais diferenciais. Nessa loja onde o Falco e sua equipe (como o grande Felipe), organizam o mundo dos queijos e embutidos. A loja fica no Sacolão Imigrantes, à Av. Ricardo Jafet, São Paulo. É o tal negócio: queijo encontramos em muitos lugares, mas, aqui… aqui você encontra gente que é apaixonada pelo que faz. Assim, conhecemos o Falco, que ao falar de queijo, e dos artesãos do leite, brasileiros, chegou a chorar (ela falava dos produtores da Serra da Canastra e suas histórias). Levamos o Falco para palestrar para nossa turma de alunos, pois, nosso PPM – Projeto de Pesquisa de Marketing 2016/2, teve o queijo como tema básico. 20160825_211303.jpg

Contando com a intermediação do Falco, levamos nossos alunos para conhecer a Fazenda Atalaia, em Amparo, SP. Simplesmente teve seus queijos premiados com medalha de prata, na Espanha. A fazenda é do século 19. Paulo e Rosana, nos receberam com muito carinho e atenção. Aí, fica mais fácil compreender porque seus produtos são tão bons.

Como conhecer os vinhos?

Nada como um lugar no qual podemos encontrar pessoas que conheçam muito os vinhos e, sem arrogância nenhuma, queiram compartilhar. Temos muitas oportunidades de falar sobre vinhos, hamonizações, conhecer lugares lindos e ótimas vinícolas, sendo muito bem recebidos. Esse ponto de encontro, é a SBAV – Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho. A mais antina confraria de vinhos do Brasil. Você deveria conhecer e fazer parte. Comece por acessar as páginas em mídia social: SBAV (no Face)

Tão perto, tão bela: Cunha

Se há um lugar, bonito e cheio de atrações – todas ótimas – esse lugar é Cunha. Na entrada de Guaratinguetá (Via Dutra), acessamos a ótima estrada que, após 56 km, chegamos ao destino. Pousadas, há várias. Recomendo a Pousada Barra do Bié. Além do simpático casal, Ciro e Ana, as instalações são excelentes. É certo que ela fica há 6 km do asfalto. Mas, se você quer sossego, é o lugar.No mais, há várias cerâmicas como a Jardineiro & Suenaga e Augusto Campos e Lei Galvão. Uma das principais atrações locais, está relacionada com a transformação da região num pedaço da Provence. É o Lavandário . Alias, nesse domingo (15/jan/2017), a Globo apresentou uma ótima reportagem – na qual aparece uma outra excelente opção para conhecer os campos de lavanda, que é o Contemplário. 20150822_110806

Paz e beleza

Numa das viagens ao Chile (2015), fomos visitar 5 vinícolas, acompanhando um grupo de confrades, da SBAV – Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho. A mais antiga confraria de vinhos do Brasil. Uma das excelentes bodegas visitadas foi a Vinícola Montes, que, além das belezas naturais, há o trabalho caprichado na arquitetura local. Para ter-se uma ideia, na sala onde ficam as barricas de carvalho, nas quais os vinhos descansam, tocam canto gregoriano o tempo todo.

Para terem ideia das belezas locais, não pude conter-me ao vislumbrar esses álamos, no estacionamento da bodega. É… só podemos sair daqui, embriagados.

A Cesar, o que é de Cesar

Durante nossa visita à USJ – Universidade San Jorge, em Zaragoza, Espanha, aproveitamos para desfrutar do momento do qual estávamos vivendo: chegamos na Semana del Pilar, a maior festa cultural da região. Conhecemos a Catedral del Pilar, o bairro El Tubo e, na praça onde ficamos (Plaza de Spaña), além de todas as belezas, havia esse Shopping Gastronómico, o Puerta Cinegia. Dentro do shopping, há uma estátua de Cesar – um dos invasores da cidade – com cerca de 10m. Uma atração especial, que leva as pessoas a sentarem-se na mesinha que possibilita ‘pegar na mãozinha’ do soldado.

Porchetta: uma dessas delícias que podemos preparar e compartilhar

Come fare una porchetta in casa. Qualquer criança faz, qualquer criança se diverte. Brincadeirinha….A porchetta é feita com a parte lateral do porco. A peça deve conter as carnes da costela (retirando-se todos os ossos), bem como o lombo. Portanto, além da gordura que normalmente faz parte da pancetta, muita carne acaba fazendo parte da porchetta. As peças, podem ter de 4 a 12 kg (ou mais). Portanto, solicite ao seu açougueiro, qual o tamanho que você deseja. Sal, ervas finas, alho poró preparam a primeira fase do tempero – deixando-se de uma noite para o dia seguinte, em geladeira. Depois, com uma mistura de 1l de vinho (tingo ou branco) + 1l de suco natural de laranja, a peça fica marinando, por mais umas 8h. Costumo usar sacos plásticos de grande densidade. Eles facilitam bastante o manejo. Aí, os próximos passos, incluem alguns itens, a gosto, como duas linguiças calabresas, no recheio. Uma das partes mais difíceis, é da amarração. Estou aprendendo a costurar. Isso, levou-me a uma caça às agulhas para tal fim. Uma dificuldade à parte, visto que, nesse grande país, não encontramos as coisas tão facilmente. Estou adaptando coisas e, depois, posto resultados. Cinco horas, de forno, e temos essa belezinha aí. Nem cachorro come isso. Não sobra nada pros bichinhos.  Ah, para complementar, faço um molho com cebolas cortadas em julienne (não picadas, mas, em tiras), azeite, suco de 1/2 limão (siciliano) e um bom punhado de orégano. Abra a boca…