Ensino Superior

Novas abordagens metodológicas para uma nova realidade: por uma série de fatores, as características do estudante universitário, hoje, apresentam-se muito alteradas. Isso é um problema? Entendo que não.

Como docentes, precisamos compreender nossas necessidades de acompanhar algo que, historicamente, é uma mudança geracional: comportamentos.

Há décadas, o ensino foi estruturado para ser produtivo, ter escala. A demanda por conhecimento, visava atender à necessidade de operar máquinas, produzir. Portanto, o próprio ensino foi pensado no esquema de salas com carteiras enfileiradas, e, todos olhando para as lousas. O professor era o direcionador dos conhecimentos. Todos ali, tinham os mesmos objetivos: assimilar os conceitos, decorar, lembrar de tudo no dia da prova e, assim, demonstrar que aprendeu.

Atualmente, vários outros influenciadores no comportamento do jovem – somados ao baixo nível de preparação recebido nos níveis Fundamental e Médio – esta tirando sua atenção, uma vez que ele não consegue perceber valor naquilo que vem recebendo.

Jovem quer alegria, quer extravasar sua energia. Ficar passivo, olhando para a lousa, não mantém sua atenção.

Os docentes DEVEM REAPRENDER a compreender sua condição. Não mais preocupar-se em ensinar, mas, em o quanto o jovem aprende. Isso exige novas posturas, por parte do professor. É preciso uma reciclagem.

Aprender as chadas Metodologias Ativas – que envolvam, ou não, tecnologias avançadas – é fundamental. Sair da sala, pensar em SEMPRE demonstrar as aplicabilidades dos conceitos, em situações da vida real, tudo isso é fundamental.  Propor a autonomia para o aluno – incentivar sua criatividade e autoria, podem retomar o entusiasmo pelo aprendizado.

Um dos problemas mais representativos atualmente, é a competição entre a exposição de conteúdos em sala de aulas, e as presenças dos smartphones, no mesmo ambiente. Motivo de conflitos, mas, uma realidade comportamental, geracional.

A pergunta é: você gosta de chupar limão? Limão é azedo, quase insuportável in natura, concordo. Mas, pegue um gelinho, um pouco d’água e açucar: taí uma bela limonada. Aí você gostou, não é?

Pois então, faça da nomofobia (vício por celulares), sua limonada fresquinha. Use os celulares, os tablets a seu favor. Motive seus alunos. E não só usando os celulares, mas também, com eles.

Por ora, vamos citar alguns recursos. Procure conhecê-los e, planeje o reinícios de suas aulas com uma motivação maior. E, melhor, com maior APRENDIZADO:

3 ferramentas para dinamizar o aprendizado em suas aulas, usando tecnologias

  1. Get Kahhot simplesmente, sensacional. Uma ferramenta que estimula e acende qualquer atividade em sala de aula. Faça experiência com uma reunião de planejamento. Fácil, fácil, todos irão adorar. Premie, ao final.
  2. Seppo olha só a origem: Finlândia. País que está sendo padrão mundial de Educação. Incluindo o Brasil em seu radar. O Seppo oferece a possibilidade de trabalhar-se em ambientes externos, no qual você mapeia (com um mapa, com uma foto, uma maquete etc), uma área e define tarefas para serem executadas e acompanhadas em tempo real. Imagine, no campus da escola, no quarteirão, ou num intercâmbio – como fazemos com alunos da Universidade Metodista de São Paulo – quando você passa tarefas para conhecimento local: cultura, arte, gastronomia, pontos turísticos, etc.
  3. Padlet. Essa é uma ferramenta excelente, que pode auxiliar tremendamente as atividades avaliadoras, ao longo de um semestre – ou ano. Certamente você aperfeiçoara o uso, após uma primeira aplicação. Trata-se de um mural, onde você cria acessos a grupos, por exemplo, definindo previamente suas tarefas. Você, como administrador, acompanha as execuções e procede às avaliações. Crie colunas com as tarefas estruturadas, facilitando o trabalho dos alunos, indicando o que, como e onde inserir. Isso facilitará sua avaliação final.

Provas – principalmente num processo de aulas expositivas – pouco avaliam, além da memória. Agora, que memória cobrar de alguém que pouco lê, trabalha, chega cansado em sala e não é motivado?

Portanto, as avaliações precisam ser reavaliadas. O envolvimento no processo de aprendizado, produz motivação, criatividade e autonomia. Há muita bibliografia corroborando essa condição. Do item ‘Medicina’ da Revista Galileu, extraímos o trecho: “Lembramos 20% do que ouvimos, 50% do que vemos e ouvimos ao mesmo tempo, 90% do que fazemos e 10% do que lemos. 

No início, afirmei que daria 3 dicas. Mas, vamos a um bônus: para uma avaliação mais processual, que possibilite feedback imediato e uma avaliação que identifique discrepâncias de aprendizado, você pode recorrer ao Google Forms. Faz parte do pacote Google Drive. Elabore Portfolios mensais com questões de vários temas, enriquecido com gráficos e dados estatísticos. Isso possibilita encontrar pontos fracos e fortes, facilitando sua orientação para as atividades e o desenvolvimento das turmas.

Vai mudar? Ou vai ficar aí, só jogando a culpa no aluno?