Qual é o sabor da vida?

A questão proposta no título, tem um propósito: pensar sobre ‘como vivemos’, ‘como nos permitimos viver’, ‘o que fazemos de nossas vidas’, ‘o que comemos’, sim, ‘o que e como bebemos’, como damos valor, de verdade, à vida’?

Tudo isso deveria ser simples. Mas, sabemos que não é.

Coisas básicas como: alimentar-se, ouvir uma música, trabalhar, amizades. Tudo isso, DEVERIA ser muito bem aproveitado por nós.

Entretanto, não nos permitimos. Verdade. Nos deixamos levar pelos acontecimentos, pelas redes sociais (bicos, selfies, emojis, memes, etc). Temos muitos botões a apertar, pouco a viver. Não entendemos o ‘por quê’, de tudo. Não temos tempo para isso.

Babando no deleite da harmonia

Quando vemos um concerto musical – isso mesmo ‘vemos’ – podemos avaliar muito melhor, por exemplo, o papel e a importância de cada componente da orquestra. O conjunto de trumpetistas, tem destaque. Violoncelistas, menos. Harpistas, flautistas, violinistas, idem. Quando você ouve – ainda que uma linda harmonização como FOUR SEASONS, um deleite de babar – aos ouvidos leigos, é muito difícil valorar os acordes individuais.

Mas, quando curtimos o resultado final – a harmonia geral e a música propriamente – aí, percebemos a importância de todo do conjunto. Da harmonia.

Quando apreciamos um alimento. Como uma porchetta (do Lacio ou da Umbria, ou daqui), um spaghetti, uma paella, um sachimi… se algum componente se destacar, geralmente, é porque não está muito bom. Mas, se todos os componentes harmonizarem, o alimento ficará delicioso. Equilíbrio.

Um vinho – seja branco, rosé ou tinto – pinot noir, sauvignon blanc, sauvignon, merlot, sangiovesi, carmenére, tannat, malbec, ou um delicioso blend (para harmonizar com nosso assunto). Quando algum componente destaca-se, em demasia, destoa.

Mas, a questão é: o quanto nos damos – ou nos deixamos – levar pela apreciação desses elementos? Vivemos, de verdade, para nos permitir apreciar esses detalhes.

Peraí: detalhes?

O que é viver? Curtir, ver um concerto e entender o papel e a importância de cada um, saborear (degustar) alimentos e bebidas, buscando compreender o papel de cada componente e sua importância para a harmonização, tudo isso é baboseira?

Se sua resposta é ‘não’, ou ‘não sei’ – e claro ela pode ser (lamentavelmente) – minha sugestão, com todo o respeito é: aprenda, enquanto é tempo. A vida pode ser simples, sem frescuras, mas, deve ser vivida com respeito à dádiva que ela é.

Para isso, sem sofisticações, é fundamental CONHECER os detalhes. Valorizar os detalhes. Prestar atenção a eles. Curtir cada um em sua simplicidade. Compreender que O CONJUNTO É QUE DÁ O SABOR, O TOM, A VIDA.

Sugestão: assistam ao IN CONCERT: Waldbüne 2017 – Lendas do Reno

Crenças e valores

Somos, realizamos, deixamos de realizar… em função daquilo que pensamos.

Temos muitos bloqueios, e eles nos levam a crer em determinados fatos, que nem são fatos. São crenças. Algumas são fundamentadas e positivas. Outras, nem tanto.

 

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O conjunto de crenças da sociedade  (moral), constrói comportamentos e dita regras. Certamente, a atitude de cada um de nós (ética), deve levar em conta essas regras e respeitá-las. Quando respeitamos cada indivíduo, em todos os sentidos, e compartilhamos com ele(a), nossas alegrias. não há ofensa às regras. Mais importante, é ter consciência dos limites.

Degustação da vinícola Galvão Bueno na SBAV-SP — SBAV-SP

– 17 de julho – No dia 17 de julho, Michele Montanha, jornalista e Master of Science in Wine Management (OIV e Universidade de Paris) e Cordenadora de Marketing da vinícola comanda degustação na SBAV-SP. E com a chegada do frio, vamos aproveitar para degustar vinhos top da vinícola. O Desiree, Paralelo 31 e o Bueno-Cipresso Brunello…

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Formação em Vinhos de Portugal com degustação. — SBAV-SP

* dia 30/07 * A Sbav-SP, em parceria com a Academia Vinhos de Portugal, receberá Alexandre Lalas, crítico de vinhos, para um curso rápido sobre VINHOS PORTUGUESES, que tratará de temas como a história do vinho em Portugal, as regiões, o clima, o processo de vinificação, as castas e os estilos de vinho português. Após a…

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 XXVI Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2018 e  Wine South America — SBAV-SP

A SBAV-SP está organizando, entre os dias 27 a 30 de setembro, um tour para a XXVI Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 201 e a Wine South America e também visita e degustação por duas outras vinícolas da Serra Gaúcha. O pacote inclui – Passagem Aérea ida e volta com taxa de embarque: Gol (São Paulo – CGH / Porto Alegre – Salgado…

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Como a experiência pode ser estratégica

 

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O grande problema, no mundo dos negócios, é que, em tempos de crises, as mentes ficam menos sensíveis às oportunidades.

É interessante lembrar que, se, da palavra CRISE, extrairmos o ‘S’, ficamos com CRIE. Então, ser criativo é  – também – buscar alternativas para manter-se em movimento, ativo, e, por que não, com ânimo.

Construir um ambiente positivo, pode incluir vários fatores. O compartilhamento pode significar a criação de uma esfera propícia.

É inegável a importância do vinho, como um agregador social. Certamente, questões éticas estão envolvidas. Mas, para os que insistem em ver o copo meio vazio, em vez de meio cheio, lembro que, se há algum problema, ele não está no vinho, nas nas cabeças. Aí, cada cabeça é uma sentença.

O que você pensa a respeito? Vamos criar oportunidades?

VINIGMA: scape room para apreciadores de vinhos.

A onda dos scape rooms, agora invade o mundo dos apreciadores de vinhos: VINIGMA . Lançado na Espanha (tomara que alguma importadora o traga em breve, para o Brasil), o jogo é contido nas embalagens, na garrafa, no  próprio vinho. Para jogos de empresas, para degustações, o vinho passa a ter ainda mais atrativos para tornar a bebida (na verdade um alimento), mais social. As empresas, aliás, podem otimizar bastante seus relacionamentos e seus negócios, tornando o vinho um componente das experiências de seus stakeholders.  Os autores do jogo, são grandes e experientes profissionais (Ivan Tapia, Xevi Victori e Narcis Lupon). Acesse o link e saiba mais.

Quando vamos mudar?

Decisões, sobre decisões, e continuamos errando. Temos o desrespeito em nosso DNA. A falta de preocupação com o próximo, é uma realidade. E não adianta alegar que ‘somos um  povo jovem’. Os E.U.A. tem a mesma idade da nossa.

Se não aprendermos com as últimas duras lições de vida (greve de caminhoneiros, questões econômicas, corrupção política, problemas ma Saúde etc), não haverá mais chance para nós.

Outro exemplo: a escolha sobre nosso modelo de transporte. Apostamos errado. Em vez de um modal múltiplo, centralizamos, ou melhor, apostamos, no transporte rodoviário. Poluente, custoso e ineficiente, além de todos o riscos que pode apresentar em transportes de cargas perigosas.

Nem considero que haja um modelo único. Não é isso. A questão é de ter opções, quando elas forem necessárias.

Transportes ferroviários em larga escala, para cargas e passageiros, por exemplo. Em São Paulo, temos os Rios Tietê e Pinheiros, que formam um verdadeiro anel, no entorno da cidade. Por quê, não desassorear e tornar esse canal, navegável?

Vemos que, ainda hoje, a opção para projetos de transporte de massa, recai sobre transportes do tipo BRT – que surgiu como importante solução, nos projetos de Curitiba. O problema é que está sendo proposto como uma panacéia. lembro-me que, há muito tempo, alegaram que os bondes atrapalhavam a circulação de veículos. Por isso, deveriam ser aniquilados. Isso foi feito. Hoje temos cidades de primeiro mundo, nas quais os VLT são verdadeiros atrativos urbanos. Não poluem, tem custo de implantação mais alto, sim. Mas, a relação custo x benefício, pende para o vantajoso.

Nossa engenharia, certamente, é mais capaz. Capaz de NÃO FAZER porcarias como as juntas de dilatação do tampão do Tamanduateí: aberrações urbanas.

VLT em Zaragoza, Espanha (Tranvia), nas duas primeiras fotos. Na última foto, Trem AVE, de alta velocidade, que sai de Madri e vai para a França, passando por Zaragoza e Barcelona. Transportes limpos, seguros, não-poluentes…

Etapa 2 – Toscana e os etruscos. A razão dos ciprestes

A beleza cênica da Toscana é arrebatadora. Se você quer conhecer a Toscana – e dá preferência por falar e ser guiado em português, minha sugestão é procurar mais informações nesse blog. Sempre imaginei conhecer esse lugar, lembrando de cenas de filmes como ‘Cartas para Juliet’, ou, ‘Sob o sol da Toscana’, entre outros.

Para nosso roteiro, pedi que fosse incluída uma passagem pela capelinha típica, que é um ícone local. Aí está ela. Não é possibilitada a visita, pois, trata-se de uma propriedade privada. É reservada para eventos, como casamentos. Mas, como vemos, a beleza é ampla, e suficientemente curtida, ao longe. Se você quiser conhecer a Toscana, recomendo: procure a Diva (dpturismo1@gmail.com), a Alessandra da Vida Boa e o Emiliano, nosso guia, falando italiano e portugues. Ótimas referências para um perfeito passeio na Toscana.

 

 

Por quê, os ciprestes?

Os etruscos – povos que viveram na antiguidade – identificavam os caminhos para seus tesouros, usando os ciprestes. A região da Toscana, não só foi habitada pelos etruscos, como os grandes vinhos tiveram enorme influência deles. Nessa região, desenvolveu-se os famosos Chianti. Os chamados Chianti Clássico, são o supra-sumo da categoria. No castelo de Brolio, conhecemos a história medieval, da produção dos mais antigos chianti da Italia.

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Um terroir dos deuses: Avignonesi

Situada na região DOCG dos vinhos nobres da Toscana, essa vinícola – como outras que visitamos – opera com modelo biodinâmico,em sua produção.

Outro aprendizado: na Toscana, acentuadamente nessas regiões produtoras dos Chianti,  não é permitida a irrigação artificial. Percebam que, as touceiras de alecrim, aqui, fazem parte da paisagem dos jardins. O vinsanto – doce em exagero para meu paladar – foi ‘degustado’ apenas com o tocar dos lábios no nectar. Seu preço 110 euros a garrafa de cerca de 350 ml, proibia deleites.  O consumo do vinsanto, é popular, acompanhado do cantuccini, um biscoito típico local. Muito fácil de ser feito. Uma das delícias que aprendi, nessa viagem.

To beef, or not to beef

Esse é o território de Dario Cecchini, em Panzano:  a mais famosa bisteca fiorentina, da Itália. A bistecaria – pequena para tantos turistas que se apertam – contém grupos alegres. Degustações de todos os tipos, tem início no andar térreo. Daí, subimos para o recinto do braseiro e das mesas grandes, onde encontramos um grupo de americanos. Claro que nós, os brasileiros, ditamos o tom da alegria: nossas músicas contagiavam os demais, que acabaram por brindar conosco. Isso chamou a atenção de Dario, que compartilhou conosco, o toque de sua corneta.

 

 

 

 

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Cusona: há mais de 1000 anos produzindo vinhos

Não é palavrão. É a região – nem tão grande assim. Mas, os vinhos, maravilhosos. Também de produção orgânica.

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San Gimignano: fomos conhecer, e provar, os melhores sorvetes do mundo.

Inclusive, provar uma dica do amigo Humberto (Vecchio Cappelletti): o sorvete de gorgonzola. Após a expectativa, a surpresa; uma delícia. Tive que comprovar.  Olha só a fila para entrar na pequena sorveteria, nessa impressionante cidadela medieval.

 

 

 

 

Em Montalcino, claro o cinghialli

Numa típica osteria, provar o pappardelli al cinghialli. Esse javali é uma iguaria típica da região. Ao mesmo tempo que fornece caça, tem representado um problema para a vitivinicultura: não come, mas, arranca as raízes das vinhas. Uma raça importada de outros países europeus, reproduz 6 crias ao ano, enquanto a raça autóctone, apenas uma. Daí a liberação para a caça. A carne é magra e muito saborosa. Eu só queria provar o cinghalli, em todos os lugares.

Em Montepulciano, encontramos uma cantina (Cattavecchi), muito simpática, cujos proprietários formam um casal de brasileira (bahiana) e italiano. O filho, vive meio ano na Chapada Diamantina – onde tem um retiro espiritual – e meio ano na Toscana. Oh, vida dura..20180418_131126

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Gran finale

A Diva ‘presenteou-nos’, programando um roteiro que culminasse com uma última pernoite no Releis Santa Helena, na Tenuta Gardini, em Bibbona. Olhe só, a suavidade das colinas – cobertas de cevada, trigo e outras gramíneas que, além de alimento, tem a função de manter os volumes de nitrogênio no solo. Fiquei olhando para ver se aparecia algum teletube, ou alguém preparando uma página da Microsoft, para o Windows. Resolvi aproveitar o cenário e as fotos. O lugar é poético.

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Profissões no futuro

Estou convicto de que, cada vez menos irá pesar no futuro dos jovens, a decisão antecipada a respeito de suas profissões.

Dedicar tempo, dinheiro e esforços em profissões que – dentro de pouco tempo – estarão extintas, é uma questão que MERECE REFLEXÃO. Eu sei, essa é uma das maiores dificuldades dos jovens:  refletir. Tudo ‘deve’ ser imediato.  Mas, hoje – e pensando em seus próprios futuros – é vital, parar um pouco e pensar sobre isso.

Infelizmente, o jovem não considera tais riscos. Quer curtir a praia, as baladas, o momento presente. Todavia, o futuro do emprego (para não dizer, do trabalho), é tenebroso. Cada vez menos trabalho, para o ser humano, e mais espaço mara os robos.

Sempre lembro que, nenhuma empresa paga salários, mas, compra seu trabalho. Os excessos de exigências de direitos trabalhistas, levou muitas indústrias a se diluirem, em vez de se concentrar, formando clusters – o que, em tese, facilitaria as produções. Assim foi con a indústria automobilística. Modernizar-se, também possibilitou a fuga dessa situação, embora tenha provocado uma drástica redução nos empregos.

A máquina substituindo mão-de-obra humana

Da medicina às demais indústrias, os robos estão substituindo mão-de-obra humana. Nos escritórios de Contabilidade, de Direito, a Inteligência Artificial (com o Watson da IBM, por exemplo), estão e estarão cada vez mais, substituindo o ser humano. Claro, não é a profissão que estará desaparecendo, mas as atividades repetitivas relacionadas a ela. Uma automatização de muitas atividades rotineiras. (veja o estudo citado no vídeo, OSBORNE, M., bem como um video interessante, comentando sobre a polêmica causada a respeito de algumas reportagens falando da extinção de profissões)

O instrumento revolucionário e salvador: salve-se, se quiser!

Mas, há salvação: a criatividade e o conhecimento, são insubstituíveis. Nesse caso, as profissões relacionadas a esses fatores (como o Marketing, claro), parecem estar longe dos riscos contundentes dos desempregos.  No mínimo, lhe possibilitará raciocinar e buscar saídas, uma vez que tenha conhecimentos e jogo de cintura.

Então, como garantir que, se você optou ou quer optar por uma profissão, ela – e você – estejam livres dos fatores de risco (como da obsolescência da profissão)?

Quanto mais conhecimento e capacidade de raciocínio você tiver, maiores serão suas chances. Estudar, assimilar culturas, ampliar horizontes, ler, ler, ler.

Aqui está o melhor recurso para garantir seu futuro. A revolucionária saída para garantir sobrevivência. (clique)