Etapa 1: aprender e compartilhar, sempre – sob o sol da Toscana e com as tradições do Chianti

Mas, antes, as aventuras do tin-tin – com muitas emoções.

Antes da chegada ao nosso destino (Firenze), ainda haveria muitas emoções. Nossa conexão, em Frankfurt, com apenas 1h15′ de intervalo, certamente não aconteceu. Perdemos o vôo e, assim, tivemos que pernoitar ali. Hoteis do aeroporto, todos lotados. Chovia, os ânimos locais, estavam um tanto alterados, percebia-se.

Recomendação forte: jamais faça conexão com intervalo menor que 3h – principalmente de for em Frankfurt, um aeroporto descomunalmente grande.

Após a noitada na cidade alemã, acordamos e fomos para o aeroporto, novamente, fazendo os check in com destino a Firenze. Embarcamos e, descendo em Firenze, um dos casais amigos, acabou ficando sem uma das malas.

Bem, tínhamos que conhecer e aproveitar os primeiros dias dessa encantadora região. O Duomo, o Batistério, tudo encanta. Como tem gente, ufa! Vai tomar um café? Fique no balcão, se não, o preço na mesa, é outro.

O Duomo e o Batistério: antigamente, ninguém – que não fosse batizado – poderia entrar na igreja, portanto, deveria antes, ser batizado e, depois ter acesso. Daí, haver o batistério em frente à igreja.

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Num outro ponto da cidade, a Ponte Vecchia, local de intenso comércio de jóias20180414_193333

De perrenge em perrenge, conhecíamos a Toscana

Marcando com a agência de turismo, o local para saída à Pisa – a Estação de trens, em frente à farmácia. Espera, espera, corre daqui, corre dali, nada. Perdemos o passeio. Depois de tanta insistência do Cláudio –  um agenciador de turistas que fica na Estação – acabamos por contratar seus serviços, com uma van de 8 lugares. Eramos em 12, portanto, tivemos que alugar mais um carro.

Confesso que não confiei muito, inicialmente, nas ofertas do Cláudio, mas, enganei-me completamente. Ele é um excelente profissional. Muito solícito, educado e prestativo. Recuperou nosso passeio, com honras ao mérito.

Fomos  a Pisa, Lucca – a cidade amuralhada e a Pistoia.20180415_122753

A primeira vinícola: Villa Calcinaia, ótimos vinhos (Greti, Florença)

Produção totalmente orgânica. Iniciamos com ótimos petiscos e excelentes vinhos. Nos campos, os ciprestes davam o tom poético.

 

 

 

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Castelo di Brolio: berço do Chianti mais antigo da Itália.

Recebidos por uma guia do castelo, argentina – o que facilitou o entendimento da língua – percorremos pelo castelo secular, onde muitas batalhas foram travadas, envolvendo os povos de Florença e de Siena. Não me conformo de ter que trabalhar, diariamente, num cenário desses. Ser medieval não é fácil.

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Aos pés da colina – certamente o local estratégico para construção do Castelo di Brolio – fomos ao ‘sacrifício’: degustar os chianti mais antigos da Itália, antes do almoço. Depois da degustação, seguimos para o ótimo restaurante, onde experimentei um muffin de cenoura, ao môlho de gorgonzola, dos deuses.

 

 

 

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Profissões no futuro

Estou convicto de que, cada vez menos irá pesar no futuro dos jovens, a decisão antecipada a respeito de suas profissões.

Dedicar tempo, dinheiro e esforços em profissões que – dentro de pouco tempo – estarão extintas, é uma questão que MERECE REFLEXÃO. Eu sei, essa é uma das maiores dificuldades dos jovens:  refletir. Tudo ‘deve’ ser imediato.  Mas, hoje – e pensando em seus próprios futuros – é vital, parar um pouco e pensar sobre isso.

Infelizmente, o jovem não considera tais riscos. Quer curtir a praia, as baladas, o momento presente. Todavia, o futuro do emprego (para não dizer, do trabalho), é tenebroso. Cada vez menos trabalho, para o ser humano, e mais espaço mara os robos.

Sempre lembro que, nenhuma empresa paga salários, mas, compra seu trabalho. Os excessos de exigências de direitos trabalhistas, levou muitas indústrias a se diluirem, em vez de se concentrar, formando clusters – o que, em tese, facilitaria as produções. Assim foi con a indústria automobilística. Modernizar-se, também possibilitou a fuga dessa situação, embora tenha provocado uma drástica redução nos empregos.

A máquina substituindo mão-de-obra humana

Da medicina às demais indústrias, os robos estão substituindo mão-de-obra humana. Nos escritórios de Contabilidade, de Direito, a Inteligência Artificial (com o Watson da IBM, por exemplo), estão e estarão cada vez mais, substituindo o ser humano. Claro, não é a profissão que estará desaparecendo, mas as atividades repetitivas relacionadas a ela. Uma automatização de muitas atividades rotineiras. (veja o estudo citado no vídeo, OSBORNE, M., bem como um video interessante, comentando sobre a polêmica causada a respeito de algumas reportagens falando da extinção de profissões)

O instrumento revolucionário e salvador: salve-se, se quiser!

Mas, há salvação: a criatividade e o conhecimento, são insubstituíveis. Nesse caso, as profissões relacionadas a esses fatores (como o Marketing, claro), parecem estar longe dos riscos contundentes dos desempregos.  No mínimo, lhe possibilitará raciocinar e buscar saídas, uma vez que tenha conhecimentos e jogo de cintura.

Então, como garantir que, se você optou ou quer optar por uma profissão, ela – e você – estejam livres dos fatores de risco (como da obsolescência da profissão)?

Quanto mais conhecimento e capacidade de raciocínio você tiver, maiores serão suas chances. Estudar, assimilar culturas, ampliar horizontes, ler, ler, ler.

Aqui está o melhor recurso para garantir seu futuro. A revolucionária saída para garantir sobrevivência. (clique)

Ferramentas de aprendizagem

Há tempos venho aplicando recursos pedagógicos, buscando maior envolvimento das turmas dos Cursos Superiores de Tecnologia, principalmente, em Marketing – o qual coordeno.

Essa busca, vem de algumas constatações: 1. dificuldades do corpo discente, em acompanhar as aulas – quer por questões de aprendizados anteriores, quer por cansaço, uma vez que muitos trabalham, durante o dia; 2. faltavam recursos e estratégias, para envolver e motivar mais os jovens; 3. percebi uma forte necessidade de reverter a condição de um professor que ensina, para a condição de um professor que acompanhe a criação do aluno – ele (aluno) sendo o protagonista, não eu.

Uma outra preocupação muito presente, sempre foi a de não ‘baixar a guarda’, quando a questão é a qualidade do processo de trocas. Ceder, em nome da facilitação – pura e simples – não está em cogitação. O foco é: como melhorar o aprendizado. O futuro dos jovens – com todas as mazelas que se possam constatar – é uma grande responsabilidade.

Compartilhando as ferramentas (baixe os arquivos, ao final do texto)

Por isso – e ciente que o processo é contínuo – gostaria de aproveitar e compartilhar alguns recursos que estou aplicando para o curso de Marketing, nos módulos Marketing Holístico e em Comportamento do Consumidor.

Certamente, em cada caso, haverá necessidade de adequações. Mas, é um ponto de partida, que pode/deve ser adaptado, se quiserem.

A ideia é que os alunos envolvam-se com os conceitos e trabalhem com projetos. Os projetos proporcionam uma melhor noção de algo que dependa da contribuição de várias partes e etapas. Isso provoca um maior interesse de cada grupo, no conteúdo dos demais, visto que o todo só fará sentido, se as partes forem conhecidas.

As ‘ferramentas’ são bem simples, e, compreensíveis. Mas, caso haja necessidade, podemos esclarecer dúvidas. Então seguem anexos os arquivos que aplico, no momento.

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Mas… que coisas são essas?

Está gostoso, curtir um feriadão? Se ainda estiver em férias, melhor ainda, certo?

Você está empregado(a)? Se estiver, que bom. Mas, se não estiver, a situação é preocupante, possivelmente. No Brasil, no último ano, o mercado de trabalho decresceu em mais de 20k vagas.

E o futuro? Dependendo de sua profissão, as possibilidades podem ser boas – ou porque não será tão impactada pelas tecnologias, ou porque os impactos serão absorvíveis, e você estará preparado(a). Mas, se sua profissão for uma dessas a ser fortemente impactada pelas tecnologias, meu caro(a), eu esqueceria o chopinho, a praia, as férias tranquilas, e me preocuparia com o futuro. Na verdade, essa preocupação, já é presente, em muitas situações.

O pior parece estar acontecendo, claramente, no nosso país: os jovens não estão sendo preparados adequadamente – do berço ao ensino médio – causando sérias dificuldades no ambiente universitário. Ao estar num momento de receber conhecimentos mais técnicos, e de altos níveis, buscando seu preparo em áreas que escolheu, esse jovem não consegue assimilar os conhecimentos. Apresenta grandes dificuldades de leitura, de escrita, de interpretação, de lógica e vai por aí.

Imaginem o futuro

Com frequência, ouço comentários, vindos de empresários e gestores, a respeito do despreparo e dos baixos níveis de interesse e de comprometimento dos jovens estagiários. A maioria procura emprego, mas não trabalho.

O gestor, que pensa em preparar um jovem para assumir postos de mais altos níveis, tem muita dificuldadade, pois, esse jovem, nem mesmo quer ficar muito tempo no emprego.

A IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) – que já é realidade em muitos outros países (América do Norte, Europa e Ásia, principalmente), estará varrendo muitos empregos.

Ah, então a tecnologia é do mal. A resposta, claro, é NÃO. Do mal, é a preguiça de estudar e de trabalhar, de buscar conhecimento, de não planejar o futuro. De achar que a vida é só curtição.

A hora chegou. A nova onda já está impactando as pessoas, mesmo no Brasil. A tecnologia facilitará nossas vidas em muitos aspectos. Porém, criará muitas dificuldades, em outros. Como no preparo para usufruirmos dela. Ou a compreendemos, ou seremos meros consumidores e pagadores (se tivermos dinheiro para isso). O abismo entre os que podem e os que não podem, deverá estar aberto. Muitos estarão lá, simplesmente por opção. Acham que o esforço não vale a pena. Tardiamente, se arrependerão.

Quando veículos não estiverem dependendo de radares para serem multados, muitos irão reclamar, esquecendo que, para multar, uma infração foi cometida. A questão é que, sem a necessidade de radares, os veículos portarão chips que emitirão sinais. Esses sinais serão captados por satélites (isso já é feito pelos smartphones conectados com GPS). Quando você ultrapassar os limites locais, o sinal é captado, e você será multado(a). Fique tranquilo(a). A cobrança virá, comodamente, em seu cartão de crédito.

No vídeo indicado no link, você poderá conhecer um pouco sobre IoT.

Ah, você dirá: mas eu não sei inglês. Eu direi a você: que pena! Já é hora de aprender.

O futuro das coisas

Por que me importar com isso? 

 

Erros conceituais: efeito manada no Marketing

Com a socialização da mídia (não ‘das mídias’, pois, seria como falarmos ‘das imprensas’, em vez de ‘da imprensa’), todos, absolutamente, todos, podem gerar conteúdos.

A qualidade desses conteúdos, ah, aí reside o problema. Se é democrática, é livre, é para todos. Para os que estão preparados e, claro, para os que mal sabem escrever – e como eles(as) se manifestam. Com erros dos mais crassos (aliás, Crasso, foi um dos personagens da história romana, que, por volta do ano 59 a.C. dividiu o poder local), tudo pode, nas diversas plataformas que possibilitam – e permitem – acessos e inserções de conteúdos.

Aí, começa o efeito manada: um termo – ou vários termos e conceitos – que, inserido por alguém nem tão corretamente esclarecido, mas, que soa bem aos ouvidos dos incautos, acaba sendo viralizado e, assim, popularizado, por uma turma que não questiona (possivelmente por desconhecimento), mas, acha fácil assimilar o conceito.

Marketing digital (eca!)

Claro que poderíamos citar vários exemplos. Mas, vamos restringir, se não, isso virará um textão.

Sempre tive asco pelo termo ‘marketing digital’. Por quê? Simples: compreenda o que, efetivamente, é Marketing, reflita, e conclua. Como o Marketing pode ser digital, se é estratégia. As ferramentas, as plataformas, os demais recursos, enfim, que possibilitam e facilitam a realização de tarefas relacionadas ao Marketing, isso sim, pode ser digital. Mas o Marketing é estratégia. Não é digital, nem analógico, nem sublime, ou outra conotação equivocada.

Seria como – são outros equívocos – considerar Marketing como sendo Comunicação, Vendas, Publicidade, Propaganda, etc, etc. Baboseira de incautos e desconhecedores.

Claro que o Marketing não pode prescindir de nenhuma dessas áresa/atividades, nem do digital, do analógico, do sublime, do psicológico, do antropológico, etc, etc.

Meu nível de resistência, levou-me, num determinado momento de necessidade de conhecer mais sobre as plataformas digitais, a buscar literatura sobre o assunto.

Deparei-me com um livro de uma autora, sobre a qual já havia obtido boas referências. Comprei o livro, com o nariz torcido, comecei a ler e… tchan, thcan, thcan, tchan GRATA SURPRESA. Voltei a ler o título (que levou-me a torcer o nariz – por equívoco MEU ), com calma, e vi que havia cometido um erro. A autora tinha tido o cuidado de, aproveitando o efeito manada, destacar termos mais chamativos, mas, construir o título corretamente (GABRIEL, M. Marketing  na era digital – conceitos plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2010).

No Capítulo 4, item O digital e o marketing, ela cita:

Normalmente, o termo marketing digital é usado como sendo o  marketing que  estratégias com algum componente digital no marketing mix – produto, preço, praça ou promoção. No entanto essa não é adequada por dois motivos. […]

Dessa forma, só há sentido em falar em marketing digital se todas as tecnologias e plataformas usadas nas ações forem digitais. Ainda assim, o termo marketing digital não é totalmente adequado nem nesse caso, pois o digital tende a permear todas as plataformas futuras, tornando-se tão transparente quanto a eletricidade é hoje para nós. Ninguém mais alardeia ou destaca o quanto a eletricidade é importante ou as maravilhas que ela faz, simplesmente poque ela está por detrás de quase tudo o que é feito atualmente. (GABRIEL, 2010, p. 104-105) (nosso negrito).

Então, certamente, passei a ler o texto do livro com muito mais vontade e confiante. Aliás, recomendo-o fortemente.

É uma luta inglória – essa de tentar corrigir a popularização incorreta de determinados conceitos – mas, é a missão do educador, do professor, do pesquisador.

Só para aproveitarmos esse espaço, deixo dois pedidos: 1) reconsiderem o uso incorreto de ‘mídias sociais’ e de ‘marketing social’. Sobre o primeiro termo, já comentei aqui. Sobre esse segundo conceito, segue um link para um artigo muito interessante. Clique e leia Marketing Social e Marketing SocietalMarketing Social e Marketing Societal.

Para quem quer conhecer a história do mundo. Chegaremos a 11 bilhões em 2100?

Da Antropologia à Física

Nessas férias, pude iniciar o aprofundamento em temas com os quais, há muito tempo, eu vinha procurando envolver-me.

Já desde uma viagem à Espanha, no trem que ia de Madri para Zaragoza (isso em outubro 2017), vi uma jovem – sentada no banco à minha frente – nesses que há uma mesa e os bancos ficam virados frente à frente – devorando um livro. Prestei atenção e vi “Sapiens”. Ao chegar em Zaragoza, fui a uma livraria (ao lado do El Corte Ingles), e dei de cara com um display carregado com o livro.

Não vacilei. Adquiri um exemplar. Também estou devorando.

O tema é tão apaixonante que resolvi ir além. Busquei outros livros, sérios, envolventes, sobre temas correlatos. O outro livro do HARARI (mesmo autor de Sapiens), é ‘Homo Deus’. Por recomendação de um novo amigo (físico e pesquisador), estou lendo também, o WEINBERG – Para explicar o mundo. Uma visão científica. Daí, degringolei de vez e parti para ir mais fundo: BLAINEY Uma breve história do mundo e, do mesmo autor, Uma breve historia do cristianismo.

Superlegal

Para visualizar a ‘evolução’ do crescimento populacional, numa ilustração que mostra essa ocupação global, milenar, encontrei o sensacional vídeo, produzido pelo American National of Natural History. É muito bacana mesmo. Note a verdadeira explosão demográfica verificada no planeta, a partir do Sec. XVIII. É impressionante.

Se tiver problemas com o link, procure em https://www.youtube.com/watch?time_continue=93&v=PUwmA3Q0_OE

 

Vamos trocar as fraldas, ou vamos continuar fraudando nossos futuros?

Por mais que reclamemos dos políticos, eles lá estão porque NÓS os colocamos nessa posição.

Precisamos aprender a assumir nossos erros. Reconhecer que alimentamos a formação desse verdadeiro clube, o qual, cada vez mais, protege seus associados e reforça sua gestão.

Ou vamos continuar nessa toada, ou mudamos.

O quanto temos coragem de decidir que NÃO QUEREMOS MAIS CORRUPÇÃO? Vamos deixar de mostrar a carteira de motorista, ao guarda, acompanhada de uma nota de R$ 50,00? Vamos deixar de pedir ao amigo que está mais à frente da fila, para que nos deixe ficar na frente? Vamos deixar de atravessar as ruas, segurando as mãos dos filhos, fora da faixa – só porque é mais rápido? Vamos deixar de pensar no jeitinho, em tudo?

Se as respostas forem NÃO para UMA dessas perguntas, esqueça. Vamos continuar na merda. Seremos eternas hienas – sempre rindo, achando graça no futebol e na cerveja, mas… sempre na merda.

A decisão é nossa

VOCÊ, EU, NÓS é que temos que assumir. Deixar de entregar nossos destinos aos corruptos (colocados lá por nós).

Como disse Eça de Queiros: POLÍTICOS E FRALDAS, DEVEM SER TROCADOS COM FREQUÊNCIA. PELAS MESMAS RAZÕES.

Qual o futuro que você quer para seus filhos? Para seus netos?

VOCÊ é o(a) responsável.

A história do futuro, num país com cultura paralisada no tempo

Assisti a um dos episódios da série de 10 programas, encabeçados por Miriam Leitão, na Globo News (lá vem os Reis do Mi mi mi, reclamar da Globo). Confesso, já tive antipatia por ela. Um dia, assisti sua palestra, a convite da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), lá no Auditório do HC. Mudei totalmente, meu ponto de vista. Ela conhece, realmente, muito e é uma simpatia. Bem, a série baseia-se no seu livro, HISTÓRIA DO FUTURO. Estou correndo à livraria.

É comovente ver o que foi, está e será feito para que esse contrastante país sobreviva. É texto pronto, mas, não fosse a cultura da corrupção e do levar vantagem sobre o outro – além do desrespeito pelo outro – teríamos como superar e alcançar grande destaque no cenário econômico mundial.

As cenas mostram um país com desenvolvimento e aplicações de tecnologias, admiráveis. De Santa Catarina ao Nordeste. De carros elétricos (e ônibus), ao uso intenso de energias fotovoltaica e eólica.

Aí, começa a causar reflexões (ou decepções, ou preocupações em querer contribuir para a mudança necessária).

Vemos várias tomadas de cena, mostrando as potencialidades dessas fontes de energia. Impressionante, ver como o Brasil já tem vários campos de implantação de energia eólica e fotovoltaica (um orgulho).

Mas, quais são as melhores alternativas. Tudo deve ser referenciado. Einstein já dizia: tudo é relativo. Portanto, temos que lidar com os fatores, ou com as forças que influenciam o ambiente. Cada situação, é uma situação.

Vale confessar que, não sou engenheiro, nem agrônomo, nem geólogo, minha formação é em Administração de Empresas e Comunicação Social (doutorado). Mas, logo mais explico melhor minha ‘intervenção’ em searas alheias.

Em que pese a necessidade de encontrar soluções para, por exemplo, a questão das secas – o que causa deficiências na produção de energia a partir das águas armazenadas em represas, outras opções começam a ser buscadas. E elas existem: energia nuclear, termoelétricas, eólicas, fotovoltaicas etc.

Tecnologias disponíveis, recursos (financeiros e matérias-primas, principalmente), são fundamentais, para servirem como os tais “referenciais”, já citados. Na Alemanha (sempre citada nesses casos), o uso de energia nuclear, embora com domínio de tecnologia, já é questionado. Questões ambientais, estão pesando e fazendo a cabeça do povo alemão.

As duas opções, tidas como melhores, pois, estão praticamente isentas de produção de populição, são: eólica e fotovoltaica. Para uma, é preciso ter vento. Para a outra, é preciso haver incidência de luz solar. Dizem os especialistas que, no Brasil, até os ventos ocorrem na direção certa (pena que os corruptos atrapalhem tanto). É preciso haver incidência constante e com manutenção da direção da força. É o nosso caso. Luz solar, dispensamos comentários.

BINGO: temos esses dois fatores, em abundância, aqui. Para aproveitar esse trecho do artigo, É PRECISO LEMBRAR NOSSO ATRASO: CORRUPÇÃO E JEITINHO BRASILEIRO.

Certamente a energia eólica tem aplicações vantajosas em muitos aspectos. Porém, entendo (daí, isso é questionável), que um problema permaneça: a necessidade de cabos para distribuição para regiões onde não haja produção – como acontece com a energia das hidrelétricas.

No caso da energia fotovoltaica, aí sim, somos campeões. Explicando: estou falando da incidência da luz solar, necessária para a produção da energia fotovoltaica, que deve ser coletada por painéis. Ai vem a questão dos fatores: temos alta incidência e o custo para distribuição, é praticamente nulo.

A energia fotovoltaica, produzida a partir dos painéis coletores de luz solar, dispensa os cabos de distribuição de energia. Acabam-se com aquelas cenas (e melhor, acabam-se com os custos), de longas linhas de distribuição, postes para todos os lados. Cada telhado é uma usina, em potencial.

Eu sei, os cíticos dirão: “ah, mas o custo de instalação desse equipamento é alto”. Aí é que os corruptos – melhor dizendo – os responsáveis pela política em geral, entram (começa o problema). Temos ainda, o lobby das empresas que produzem energia distribuídas por cabos. Mas, um programa de financiamento, tornaria isso uma barreira superável. As vantagens são muitas – precisaria de um outro artigo, aqui, para falar obre isso.

Na Alemanha, onde a incidência de luz solar é, cerca de 5 vezes menor que a nossa, o uso intenso dessa fonte, é muito maior que aqui. Parece a Lei de Pareto invertida.

Mas, o que levou-me a escrever esse artigo: numa cena, mostrando a introdução dos usos dessas energias (eólica e fotovoltaica) no nosso querido Nordeste, lá no Sertão, a gente vê o povo sendo beneficiado com a tecnologia, mas, vivendo de uma maneira tão pobre que dá dó. Soluções quebra-galho para um monte de atividades, recursos de quinta categoria para instalações e usos dessas tecnologias, que dá dó.

Aí outra questão que me aflige: não basta levar a tecnologia como solução. É IMPRESCINDÍVEL EDUCAR O POVO. Orientar como usar esses recursos e como mudar de vida, faz\endo as coisas bem feitas. Princípios de higiene, de aproveitamento e produtividade da terra, e, tantas outras coisas que CONTRIBUIRIAM PARA O DESENVOLVIMENTO DA POPULAÇÃO, a partir das melhorias proporcionadas pelo uso das tecnologias.

Se NÓS, como povo, não mudarmos nossa maneira de ver o próximo, se não nos enxergarmos como uma NAÇÃO de todos para todos, não haverá tecnologia que nos ajudará.

Precisamos enterrar o jeitinho brasileiro. Precisamos nos transformar numa nação confiável. Para seu povo e para o mundo.

Nossas dificuldades (culturais, diga-se), são tão grandes que, nem no estado mais rico da nação, conseguimos desenvolver obras, verdadeiramente sociais. Vejamos o caso dos rios Pinheiros e Tietê. São esgotos superdimensionados (certamente pela natureza, ainda que alterada). Tivéssemos políticos sérios, voltados para necessidades da população, já teriam sido despoluídos. Como? Por exemplo tornando-os cais de navegação. ‘Simples’ assim (simples pela lógica). O próprio sistema de transporte – um quase-anel hidroviário por São Paulo – sustentaria os custos de manutenção e de despoluição.

Estive em Zaragoza, em outubro último. Lá, o Rio Ebro corta a cidade. Mais largo que o Tietê, mas com vida. Vê-se patos selvagens, em pleno centro onde corta a cidade. Esportistas treinando esportes aquáticos. Mas fiquei com uma inveja!!!

Mostrando mais coisas boas. Abaixo duas situações de Zaragoza:

1. O Rio Ebro, visto da torre da Catedral del Pilar e

2. Após cada dia de uma semana de comemorações das Fiestas del Pilar, a limpeza entra em cena. Lá as coisas funcionam, de maneira ‘acelerada’ de verdade.

 

 

 Aproveito para lembrar uma citação, atribuída a Eça de Queiroz: “políticos e fraldas, devem ser trocados com frequência. Pelas mesmas razões.”

Movimentar-se em Zaragoza, ES

Procurei muito, até que encontrei: um mapa de Zaragoza que tivesse inserido – diretamente nele – a rota do Tranvia. Esse é o mais prático, limpo e seguro (se bem que os demais meios também são excelentes), meio de locomoção na cidade. Rápido, eficiente e corta uma rota muito importante para quem precisa movimentar-se pela cidade. Da última vez, nosso grupo ficou dividido, em hotéis diferentes. Agora, estou procurando um hotel, mesmo distante do centro nevrálgico (Plaza Spaña e El Tubo), mas de fácil acesso. Por isso, encontrar um mapa (não apenas a rota), com a rota inserida, foi muito legal. Daí, eu compartilhar a dica. Primeiro, o mapa da Linha 1 (só consegui o link, mas é a principal linha central), depois o da Linha 5

Aulas dinâmicas

Onde podemos encontrar soluções para o dilema educacional?

Qual dilema? Concordo, há muitos: falta de uma política séria, verbas, excesso de corrupção… mi mi mi mi

Estou falando daquelas mais terrenas: falta de base, falta de vontade de ler e de estudar, excesso de desvio de atenção na sala de aula, etc.

Acho que, tomar por base a situação da Finlândia – padrão global de Educação – seja uma boa.

Para não estender demais o papo, vou logo na dica para DINAMIZAR AS AULAS de maneira excepcional.

Conheça o recurso que permite você (docente), criar as mais variadas possibilidades de aprendizado. Vale tudo. O limite está em você. Conheça o Seppo (videos, tutoriais e tudo o mais, no link).