Que #adega comprar?

Recentemente, um grande amigo trouxe-me essa pergunta. Após algumas considerações, pudemos concluir por um modelo ideal para seu ambiente.

Nos períodos atuais, acontecem alguns fenômenos estranhos: certamente estamos no período mais apropriado para consumo de vinhos (tintos principalmente), qual seja o do início de inverno.

Portanto, é normal a procura por uma bebida mais social, convidativa e que una as pessoas. Isso é o vinho.

Entretanto, é no frio que menos precisamos de um dispositivo para resfriar a bebida. Sem que – com isso – esteja afirmando que não seja necessário, o resfriamento maior. Certamente isso é muito importante e, vamos além: faz-se necessário um descanso, da bebida, antes de abri-la. Esse repouso em temperaturas baixas/medias, é fundamental.

Acontece que, apesar desse estranho contrastes comportamental, o maior interesse ela bebida, leva as pessoas a buscar mais informações e recursos que envolvam o tema. Um maior interesse pelo vinho, leva a um maior aprofundamento sobre as coisas que o envolvem. Por isso, há inclusive, uma maior procura por adegas, justamente durante o inverno.

Por isso, resolvi, não reinventando a roda, trazer um link de uma ótima publicação sobre esse tema. Vale a pena. Há muita orientação boa, para você que queira, ou está pensando em, saber mais sobre adegas para vinhos: #Revista Adega. Boa leitura.

Quando vamos mudar?

Decisões, sobre decisões, e continuamos errando. Temos o desrespeito em nosso DNA. A falta de preocupação com o próximo, é uma realidade. E não adianta alegar que ‘somos um  povo jovem’. Os E.U.A. tem a mesma idade da nossa.

Se não aprendermos com as últimas duras lições de vida (greve de caminhoneiros, questões econômicas, corrupção política, problemas ma Saúde etc), não haverá mais chance para nós.

Outro exemplo: a escolha sobre nosso modelo de transporte. Apostamos errado. Em vez de um modal múltiplo, centralizamos, ou melhor, apostamos, no transporte rodoviário. Poluente, custoso e ineficiente, além de todos o riscos que pode apresentar em transportes de cargas perigosas.

Nem considero que haja um modelo único. Não é isso. A questão é de ter opções, quando elas forem necessárias.

Transportes ferroviários em larga escala, para cargas e passageiros, por exemplo. Em São Paulo, temos os Rios Tietê e Pinheiros, que formam um verdadeiro anel, no entorno da cidade. Por quê, não desassorear e tornar esse canal, navegável?

Vemos que, ainda hoje, a opção para projetos de transporte de massa, recai sobre transportes do tipo BRT – que surgiu como importante solução, nos projetos de Curitiba. O problema é que está sendo proposto como uma panacéia. lembro-me que, há muito tempo, alegaram que os bondes atrapalhavam a circulação de veículos. Por isso, deveriam ser aniquilados. Isso foi feito. Hoje temos cidades de primeiro mundo, nas quais os VLT são verdadeiros atrativos urbanos. Não poluem, tem custo de implantação mais alto, sim. Mas, a relação custo x benefício, pende para o vantajoso.

Nossa engenharia, certamente, é mais capaz. Capaz de NÃO FAZER porcarias como as juntas de dilatação do tampão do Tamanduateí: aberrações urbanas.

VLT em Zaragoza, Espanha (Tranvia), nas duas primeiras fotos. Na última foto, Trem AVE, de alta velocidade, que sai de Madri e vai para a França, passando por Zaragoza e Barcelona. Transportes limpos, seguros, não-poluentes…

Quer (boas) opções?

Conhecer e aprender. Em minha opinião, é o que há de melhor na vida. Por isso, esse é o lema do meu blog.

Sempre com nosso grupo da SBAV-SP, fomos conhecer a Pousada Famiglia Barthô, em Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo. A região está sendo chamada de “A Toscana brasileira”. Acho que é muita pretensão, mas, se isso ajudar a desenvolver o local, está valendo.

Entendo que, a principal razão para isso, esteja no fato de que, a região esteja despontando sua vocação para produção de (bons) vinhos. Despontando, pois, até então, os vinhos já produzidos por lá, não apresentavam níveis adequados. Atualmente, há muita coisa boa (e outras nem tanto, ainda), Há muito boas opções, como os produzidos em Itobi (Verrone), em Andradas (Mosconi), Três Corações (Estrada Real) e, claro em Pinhal, a  Guaspari. Embora ainda sejam poucas, essas opções representam muito bem, o esforço de bons produtores. A cidade que, é importante produtora e exportadora de café, tem uma produção vinícola de fazer inveja.

Destaque deve ser dado – SEMPRE – ao trabalho dos presquisadores da EMAPIG, que desenvolveram uma técnica – essa sim brasileira – para solucionar o problema da colheita durante o verão, chuvoso: a poda invertida, ou de inverno. Com ela, a colheita é feita de maio a julho. Diferentemente do que, via de regra, acontece no hemisfério Sul, de março a abril.

Ainda na cidade de Pinhal, podemos recomendar a Trattoria Opção, como um local interessante para um almoço.20180531_19135320180601_163654

Como tudo é bom, na Toscana…

Aprendi a fazer, e não paro de repetir: cantucci. Oh, biscoitinho danado de gostoso. E fácil de fazer.  Vejam nas fotos, a fornada saindo.

Outras coisas boas de lá: esse Amarone. Fomos conhecer ótimas vinícolas. O berço dos Chianti, dos Brunellos premiados. Eu não tenho inclinações para os vinhos italianos – nem franceses. Mas, confesso, que aprendi a apreciar melhor essas delícias. Também, conhecendo o berço, é diferente.20180607_235506

Em Greve in Chianti, visitamos uma lojinhas e, além da camiseta, trouxe esse dispositivo que, agora, permite que eu fique com as mãos livres, sem perder minha taça. 20180530_100833