Etapa 2 – Toscana e os etruscos. A razão dos ciprestes

A beleza cênica da Toscana é arrebatadora. Se você quer conhecer a Toscana – e dá preferência por falar e ser guiado em português, minha sugestão é procurar mais informações nesse blog. Sempre imaginei conhecer esse lugar, lembrando de cenas de filmes como ‘Cartas para Juliet’, ou, ‘Sob o sol da Toscana’, entre outros.

Para nosso roteiro, pedi que fosse incluída uma passagem pela capelinha típica, que é um ícone local. Aí está ela. Não é possibilitada a visita, pois, trata-se de uma propriedade privada. É reservada para eventos, como casamentos. Mas, como vemos, a beleza é ampla, e suficientemente curtida, ao longe. Se você quiser conhecer a Toscana, recomendo: procure a Diva (dpturismo1@gmail.com), a Alessandra da Vida Boa e o Emiliano, nosso guia, falando italiano e portugues. Ótimas referências para um perfeito passeio na Toscana.

 

 

Por quê, os ciprestes?

Os etruscos – povos que viveram na antiguidade – identificavam os caminhos para seus tesouros, usando os ciprestes. A região da Toscana, não só foi habitada pelos etruscos, como os grandes vinhos tiveram enorme influência deles. Nessa região, desenvolveu-se os famosos Chianti. Os chamados Chianti Clássico, são o supra-sumo da categoria. No castelo de Brolio, conhecemos a história medieval, da produção dos mais antigos chianti da Italia.

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Um terroir dos deuses: Avignonesi

Situada na região DOCG dos vinhos nobres da Toscana, essa vinícola – como outras que visitamos – opera com modelo biodinâmico,em sua produção.

Outro aprendizado: na Toscana, acentuadamente nessas regiões produtoras dos Chianti,  não é permitida a irrigação artificial. Percebam que, as touceiras de alecrim, aqui, fazem parte da paisagem dos jardins. O vinsanto – doce em exagero para meu paladar – foi ‘degustado’ apenas com o tocar dos lábios no nectar. Seu preço 110 euros a garrafa de cerca de 350 ml, proibia deleites.  O consumo do vinsanto, é popular, acompanhado do cantuccini, um biscoito típico local. Muito fácil de ser feito. Uma das delícias que aprendi, nessa viagem.

To beef, or not to beef

Esse é o território de Dario Cecchini, em Panzano:  a mais famosa bisteca fiorentina, da Itália. A bistecaria – pequena para tantos turistas que se apertam – contém grupos alegres. Degustações de todos os tipos, tem início no andar térreo. Daí, subimos para o recinto do braseiro e das mesas grandes, onde encontramos um grupo de americanos. Claro que nós, os brasileiros, ditamos o tom da alegria: nossas músicas contagiavam os demais, que acabaram por brindar conosco. Isso chamou a atenção de Dario, que compartilhou conosco, o toque de sua corneta.

 

 

 

 

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Cusona: há mais de 1000 anos produzindo vinhos

Não é palavrão. É a região – nem tão grande assim. Mas, os vinhos, maravilhosos. Também de produção orgânica.

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San Gimignano: fomos conhecer, e provar, os melhores sorvetes do mundo.

Inclusive, provar uma dica do amigo Humberto (Vecchio Cappelletti): o sorvete de gorgonzola. Após a expectativa, a surpresa; uma delícia. Tive que comprovar.  Olha só a fila para entrar na pequena sorveteria, nessa impressionante cidadela medieval.

 

 

 

 

Em Montalcino, claro o cinghialli

Numa típica osteria, provar o pappardelli al cinghialli. Esse javali é uma iguaria típica da região. Ao mesmo tempo que fornece caça, tem representado um problema para a vitivinicultura: não come, mas, arranca as raízes das vinhas. Uma raça importada de outros países europeus, reproduz 6 crias ao ano, enquanto a raça autóctone, apenas uma. Daí a liberação para a caça. A carne é magra e muito saborosa. Eu só queria provar o cinghalli, em todos os lugares.

Em Montepulciano, encontramos uma cantina (Cattavecchi), muito simpática, cujos proprietários formam um casal de brasileira (bahiana) e italiano. O filho, vive meio ano na Chapada Diamantina – onde tem um retiro espiritual – e meio ano na Toscana. Oh, vida dura..20180418_131126

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Gran finale

A Diva ‘presenteou-nos’, programando um roteiro que culminasse com uma última pernoite no Releis Santa Helena, na Tenuta Gardini, em Bibbona. Olhe só, a suavidade das colinas – cobertas de cevada, trigo e outras gramíneas que, além de alimento, tem a função de manter os volumes de nitrogênio no solo. Fiquei olhando para ver se aparecia algum teletube, ou alguém preparando uma página da Microsoft, para o Windows. Resolvi aproveitar o cenário e as fotos. O lugar é poético.

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