Competitividade: do ensino ao trabalho. E a produtividade?

Somente cerca de 38 mil candidatos estão prestando a primeira etapa do vestibular da UERJ. Esse número, representa menos de 50% da média histórica (que tem contado com 80 mil candidatos). Desses 38 mil, muitos estão fazendo o vestibular, apenas como teste, e não pretendem estudar nessa instituição. Crise financeira? Certamente. Mas, a UERJ é uma IES estadual, portanto, os estudantes NÃO PAGAM MENSALIDADES. Então, como crise financeira? Essa crise explica a raiz do problema: sem verbas a UERJ  – como outras IES – estão com dificuldades para pagar docentes, funcionários, manutenção, pesquisas etc. Com isso, O NÍVEL DO ENSINO CAI. O conceito da IES, entre os stakeholders, CAI. Assim, a procura pelos candidatos, por instituições que apresentam queda em seus níveis de ensino, cai.

Precisamos de mudanças drásticas, no ensino e no trabalho. Mudanças que devem acontecer, desde o berço. Valores familiares, qualidade do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, para que, ao chegar ao Ensino Superior, possamos aplicar conhecimentos especializados, num aluno que compreenda, interprete e absorva os conteúdos, transformando-os em aprendizado.

Esse conjunto de horrores, traz todas as piores consequências – como estamos vendo agora. Só não devemos nos esquecer que ‘são consequências de nossas próprias escolhas” (estou falando dos políticos que estão governando nosso país). Costumo dizer que somos livres para tomar decisões, porém, somos escravos de suas consequências.

Conforme constatação dessa situação catastrófica, a CNI (Confederação Nacional da Industria), por meio de uma pesquisa divulgada em fevereiro de  2015 (veja detalhes na reportagem do Estadão), divulgou o ALARMANTE quadro de produtividade que compara 12 países. O Brasil, que vergonha OCUPA O ÚLTIMO LUGAR. Um trabalhador norte-americano, produz 4 vezes mais que um trabalhador brasileiro. A Coréia do Sul, está na ponta superior. Vejamos:

Média anual de competitividade, com crescimento, entre 2002 e 2012, de:

Coréia do Sul 6,7%

Taiwan 6,0%

Cingapura 4,4%

Estados Unidos 4,4%

Japão 3,1%

Espanha 3,1%

Alemanha 2,9%

França 2,2%

Austrália 1,3%

Canadá 1,1%

Itália 0,8%

Brasil 0,6%

Será que vamos aprender, E MUDAR?